quarta-feira, 23/10/2019
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A queda no valor da cesta básica, em Aracaju, foi bastante expressiva Arquivo/Marcelo Camargo/Agência Brasil

Valor da cesta básica em Aracaju cai -6,11% em agosto, segundo Dieese

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O valor da cesta básica em Aracaju, no mês de agosto, teve uma queda de -6,11%, segundo pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio Econômicos (Dieese). Em agosto, o trabalhador precisou gastar 337,96 para comprar os itens da cesta. Além de Aracaju, também houve queda expressiva em Natal (-7,04%), Fortaleza (-7,04%) e Salvador (-5,78%).

A capital com a cesta mais cara foi São Paulo (R$ 481,44), seguida de Porto Alegre (R$ 469,17), Florianópolis (R$ 464,24) e Rio de Janeiro (R$ 462,24). Os menores valores médios foram observados em Aracaju (R$ 337,96) e Salvador (R$ 350,75).

Em 12 meses, entre agosto de 2018 e o mesmo mês de 2019, com exceção de Aracaju (-2,02%), todas as capitais acumularam alta, que oscilaram entre 5,61%, em Natal, e 13,40%, em Curitiba. Nos primeiros oito meses de 2019, 12 municípios pesquisados acumularam aumento, com destaque para Vitória (9,34%), João Pessoa (6,56%) e Recife (6,19%). Outras cinco cidades tiveram taxa negativa, com destaque para Aracaju (-5,80%).

Entre julho e agosto de 2019, foi observada tendência de queda nos preços do tomate, da batata, pesquisada na região Centro-Sul, do feijão e do café em pó. Já as cotações da banana e do óleo de soja aumentaram na maior parte das cidades.

O preço médio do feijão diminuiu em 15 cidades, em agosto de 2019. O tipo carioquinha, pesquisado no Norte, Nordeste, Centro-Oeste, em Belo Horizonte e São Paulo, apresentou queda em todas as cidades, com variações entre -16,23%, em Goiânia, e -0,77%, em São Paulo. Já o feijão preto, investigado nas capitais do Sul, em Vitória e no Rio de Janeiro, aumentou nesta última cidade (0,39%) e em Florianópolis (0,15%) e teve queda nos outros municípios: Vitória (-3,72%), Curitiba (-2,79%) e Porto Alegre (-2,04%).

 Em 12 meses, o preço médio do grão carioquinha acumulou alta em todas as capitais, com taxas que variaram entre 34,19%, em Aracaju, e 75,02%, em Campo Grande.

O valor médio da banana subiu em 13 capitais. A pesquisa coleta os tipos prata e nanica e faz uma média ponderada dos preços. As altas oscilaram entre 0,27%, em Natal, e 23,41%, em Belo Horizonte. As reduções mais importantes foram anotadas em João Pessoa (-12,25%) e Recife (-8,92%).

Em 12 meses, o preço da fruta subiu em 13 cidades, com destaque para Vitória (46,51%), Belo Horizonte (44,36%) e Salvador (37,86%). As taxas negativas acumuladas mais expressivas ocorreram em Aracaju (-13,23%) e Goiânia (-5,83%). A baixa oferta da banana nanica e o elevado volume de fruta exportado explicaram o aumento do preço no varejo.

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