quinta-feira, 02/12/2021
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A Bolsa derreteu nos últimos tempos e a taxa de juros está tendo que subir de maneira vertiginosa Imagem: Pixabay

Como o investidor deve se proteger da volatilidade num cenário de incertezas

David Rocha (*)

Olá, investidor, tudo bem?

Que o Brasil vem passado por um momento muito instável todos nós sabemos. Mas este período prolongado de incertezas está afetando completamente o desempenho da nossa economia e, consequentemente, dos investimentos.

A Bolsa derreteu nos últimos tempos, e a taxa de juros está tendo que subir de maneira vertiginosa para tentar conter a inflação e a escalada do dólar.

Nesse cenário, com os investidores na dúvida, pergunta-se: o que fazer para se proteger dessa volatilidade toda? Nem as ações, nem a renda fixa e os FIIs estão conseguindo lidar com toda essa incerteza. E, então, o que fazer?

Antes de responder a essa pergunta, deixe-me falar um pouco mais sobre o Risco Brasil e como ele afeta seus investimentos.

Em primeiro lugar, devemos lembrar que todos os investidores do mundo buscam, sem dúvida, a melhor relação risco retorno. Ou seja…

Eu vou investir onde me paga mais, porém que garanta uma solidez e segurança para meu capital.

Logo, quando vemos um país podendo dar calote em dívidas ou deixar de lado a responsabilidade fiscal devemos saber que os títulos soberanos daquele país estão bem mais frágeis do que deviam.

Sendo assim, cobraríamos muito mais para pôr nosso capital em um local assim.

Por exemplo, imaginemos que o país é uma empresa…

E você sabe que essa empresa está tendo prejuízos em série já há um tempo. E tem grande chance de não pagar seus credores… Você emprestaria dinheiro a essa empresa?

Provável não. Mas mesmo que na sua análise você veja que ela tem como pagar, por conta do risco momentâneo dela, você iria exigir uma taxa de juros maior e mais garantias para o dinheiro.

Bom, é isso que o mundo está fazendo com o Brasil, exigindo garantias para pôr o dinheiro aqui, pois o Risco Brasil é alto e o medo de calote esta cada vez mais presente.

E por que isso afeta a bolsa e outros investimentos?

Simples. Os investidores sabem que um calote da dívida pública pode afetar a saúde das empresas e também da visão que o mundo tem sobre elas.

Nesse caso, os investidores evitando pôr seu dinheiro nos títulos soberanos e indo para outros países acabam tirando dólares de nossa economia, o que pressiona ainda mais a inflação e a taxa de juros.

Sendo assim e visto que em breve haverá eleições, a coisa se torna cíclica. É comum que investidores estrangeiros busquem ficar longe de países durante as eleições.

E você, investidor brasileiro, o que poderia fazer para se proteger desse risco Brasil?

É simples. Imitar o investidor estrangeiro e ter uma parte de seu capital investido em outro país.

Ah, David, mas isso é muito complicado!

Na verdade, não…

Hoje em dia está cada vez mais fácil e seguro investir no exterior de maneira legal.

O melhor é que você pode abrir a conta de sua casa, em corretoras registradas na CVM e no FED tendo assim total segurança ao investir.

Existem hoje várias corretoras aqui no Brasil e com suporte em português para lhe auxiliar a investir seu dinheiro de maneira global.

Por isso pesquise e não deixe seu dinheiro ser consumido pelo Risco Brasil!

___________

(*) David Rocha é assessor de investimentos e educador financeiro, que vive o mercado diariamente, desde 2011, e autor do livro Tesouro Direto – Um Caminho para a liberdade financeira de 2016.

** Esse texto é de responsabilidade exclusiva do autor.  Não reflete, necessariamente, a opinião do Só Sergipe.

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