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Senador Eduardo Amorim: "política para mim é uma missão, não é profissão"

A Lista do Fachin

Publicado em 12 de abril de 2017, 02:16

Os nomes dos senadores sergipanos Eduardo Amorim (PSC) e Maria do Carmo (DEM)  apareceram na lista de investigados divulgada pelo ministro relator da Lava Jato,  Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), mas depois foram retirados para nova análise da Procuradoria Geral da República (PGR).  Mesmo com esse entre e sai, a senadora disse que estava surpresa em ter seu nome citado e  que vai aguardar o momento certo para se defender. Já o senador Amorim foi mais enfático e afirmou que compõe a lista porque o ex-prefeito João Alves Filho (DEM) teria solicitado R$ 600 mil para a campanha eleitoral de 2014.

O nome da senadora Maria do Carmo voltou para análise na PGR
O nome da senadora Maria do Carmo voltou para análise na PGR

Eduardo Amorim  e Maria do Carmo ainda terão seus nomes sob nova análise na PGR. Nessa lista estão também os senadores Garibaldi Alves Filho, Marta Suplicy e Agripino Maria  para nova manifestação da PGR. O mesmo vale para o caso do ministro da Cultura, Roberto Freire.

Mesmo assim, o senador Eduardo Amorim disse que seu nome foi citado na “Lista de Fachin” em virtude do ex-prefeito de Aracaju, João Alves Fiho (DEM) – marido da também citada  a senadora Maria do Carmo – ter solicitado R$ 600 mil para as duas campanhas em 2014. Eduardo Amorim afirmou que “não autorizou ninguém a pedir valores para a campanha em meu nome, nunca  tive qualquer contato e não conheço os empresários Fernando Luiz Ayres da Cunha Reis e Alexandre José Lopes Barradas – delatores da Lava Jato.

O senador assegurou, ainda que “nunca e em tempo algum pedi nada a Odebrecht e, repito, não autorizei ninguém a solicitar dinheiro e muito menos tive conhecimento disso. A minha campanha não utilizou recursos de caixa dois. E isso fica comprovado, inclusive, na denúncia divulgada, onde meu nome não aparece como requerente, nem recebedor destes recursos. Quem solicitou valores aos empresários para uso em caixa dois, que explique e responda pelos seus atos. Todas as doações da minha campanha foram oficiais, declaradas e encontram-se à disposição no site do TSE. No mais, estou à disposição da Justiça para possíveis esclarecimentos”

Ao todo, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin autorizou abertura de investigação contra oito ministros do governo federal, três governadores, 24 senadores e 42 deputados federais. Todos foram citados nos depoimentos de delação premiada de ex-diretores da empreiteira Odebrecht, no âmbito da Operação Lava Jato. O ministro Tribunal de Contas da União (TCU) Vital do Rêgo Filho também será investigado

Com a abertura da investigação, os processos devem seguir para a Procuradoria-Geral da República (PGR) e para a Polícia Federal (PF) para que sejam cumpridas as primeiras diligências contra os citados. Ao longo da investigação, podem ser solicitadas quebras de sigilo telefônico e fiscal, além da oitiva dos próprios acusados.

Veja a lista dos ministros, senadores e deputados que serão investigados.

Ministros

  1. Moreira Franco, ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República
    2 – Bruno Araújo, ministro das Cidades
    3 – Aloysio Nunes, ministro das Relações Exteriores
    4 – Marcos Antônio Pereira, ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços
    5 – Blairo Maggi, Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
    6 – Helder Barbalho, ministro da Integração Nacional
    7 – Eliseu Padilha , ministro da Casa Civil Eliseu Padilha
    8 – Gilberto Kassab, ministro da Ciência e Tecnologia

Governadores

1 – Renan Filho, governador de Alagoas
2 – Robinson Faria, governador do Rio Grande do Norte
3 – Tião Viana, governador do Estado do Acre

Senadores

  1. Romero Jucá (PMDB-RR)
    2. Aécio Neves (PSDB-MG)
    3. Renan Calheiros (PMDB-AL)
    4. Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE)
    5. Paulo Rocha (PT-PA)
    6. Humberto Costa (PT-PE)
    7. Edison Lobão (PMDB-MA)
    8. Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
    9. Jorge Viana (PT-AC)
    10. Lidice da Mata (PSB-BA)
    11. Ciro Nogueira (PP-PI)
    12. Dalírio Beber (PSDB-SC)
    13. Ivo Cassol (PP-RO)
    14. Lindbergh Farias (PT-RJ)
    15. Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM)
    16. Kátia Abreu (PMDB-TO)
    17. Fernando Collor (PTC-AL)
    18. José Serra (PSDB-SP)
    19. Eduardo Braga (PMDB-AM)
    20. Omar Aziz (PSD-AM)
    21. Valdir Raupp (PMDB-RN)
    22. Eunício Oliveira (PMDB-CE)
    23. Ricardo Ferraço (PSDB-ES)
  2. Antonio Anastasia (PSDB-MG)

Deputados Federais

1 – Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara
2. Marco Maia (PT-RS)
3. Carlos Zarattini (PT-SP)
4. Paulinho da Força (SD-SP)
5. João Carlos Bacelar (PR-BA)
6. Milton Monti (PR-SP)
7. José Carlos Aleluia (DEM-BA)
8. Daniel Almeida (PCdoB-BA)
9. Mário Negromonte Jr. (PP-BA)
10. Nelson Pellegrino (PT-BA)
11. Jutahy Júnior (PSDB-BA)
12. Maria do Rosário (PT-RS)
13. Felipe Maia (DEM-RN)
14. Ônix Lorenzoni (DEM-RS)
15. Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE)
16. Vicentinho (PT-SP)
17. Arthur Oliveira Maia (PPS-BA)
18. Yeda Crusius (PSDB-RS)
19. Paulo Henrique Lustosa (PP-CE)
20. José Reinaldo (PSB-MA)
21. João Paulo Papa (PSDB-SP)
22. Vander Loubet (PT-MS)
23. Rodrigo Garcia (DEM-SP)
24. Cacá Leão (PP-BA)
25. Celso Russomano (PRB-SP)
26. Dimas Fabiano Toledo (PP-MG)
27. Pedro Paulo (PMDB-RJ)
28. Lúcio Vieira Lima (PDMB-BA)
29. Paes Landim (PTB-PI)
30. Daniel Vilela (PMDB-GO)
31. Alfredo Nascimento (PR-AM)
32. Zeca Dirceu (PT-SP)
33. Betinho Gomes (PSDB-PE)
34. Zeca do PT (PT-MS)
35. Vicente Cândido (PT-SP)
36. Júlio Lopes (PP-RJ)
37. Fábio Faria (PSD-RN)
38. Heráclito Fortes (PSB-PI)
39. Beto Mansur (PRB-SP)
40. Antônio Brito (PSD-BA)
41. Décio Lima (PT-SC)
42. Arlindo Chinaglia (PT-SP)

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