segunda-feira, 21/10/2019
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Produtividade : gestão e eficiência

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Por Alysson Souza (*)

Atualmente temos visto diversas reportagens e publicações comparando as taxas de produtividade dos países mais desenvolvidos com a do Brasil e, segundo uma publicação feita recentemente pela revista Época Negócios, o Brasil sobe uma posição, mas fica entre os cinco países menos competitivos do mundo.

Embora exista um conjunto de indicadores, que vão desde a análise da infraestrutura de mercado, passando pela eficiência e gestão do governo, incluindo as políticas públicas de incentivo, modernização da sua estrutura institucional, os indicadores registram estagnação desde 2017, conforme pesquisas feitas pelo professor Carlos Arruda, diretor do Núcleo de Inovação e Empreendedorismo da Fundação Dom Cabral.

Ao analisar vários aspectos das empresas que operam no Brasil, em específico os indicadores de Gestão e Tecnologia, pode-se afirmar, conforme o professor, que o Brasil fica entre os 10 países menos competitivos do relatório: agilidade (57º), uso de big data e analytics (60ª), capacidade de se antecipar às mudanças no mercado (55º).

Nesse contexto, o nível de maturidade da gestão pública, a realização de investimentos, a produção científica, a qualidade da educação e a inovação possibilitam o levantamento de informações que caracterizam o nível da capacidade produtiva de um país, diferentemente, da análise de taxa de produtividade de uma empresa em específico.

No caso de empresas, muitas vezes as análises que são realizadas para se medir o quanto está a taxa de produtividade de um determinado processo produtivo, ou até mesmo, o desempenho laboral de suas equipes, comumente, utiliza-se de um cálculo divisor entre o volume produzido, versus o recurso consumido.

De forma simplificada, pode-se definir a produtividade como a razão entre saídas e entradas:

Produtividade = saídas/ entradas

Nota: A fórmula acima poderá ser adaptada para outros contextos, como cálculo de produtividade de mão de obra e de produtividade industrial, feitas as devidas alterações e acrescentados fatores específicos, como horas/trabalhador.

Porque é necessário comparar os resultados de indicadores de gestão e desempenho com os de outras empresas, parâmetros de mercado e até de outros países?

Muito simples!

A taxa de produtividade reflete basicamente uma análise que poderá ser medida de forma parcial, múltipla e global.

Quando se têm apenas uma variável de entrada em análise, classifica-se como taxa de produtividade parcial. Quando se têm duas ou mais, produtividade múltipla; e se envolver todas as variáveis de entrada, a taxa de produtividade será global.

Aferir a taxa de produtividade de um país se torna importante, justamente, para medir e classificar o quanto um país se apresenta em termos de eficiência no seu desempenho, implicando em redução de riscos, processos mais definidos e atividades resultantes de um bom planejamento.

E é justamente por meio desses dados analisados, que se torna possível captar novos investimentos e tecnologias para um país, daí o porquê, algumas nações buscam alcançar posições mais altas no ranking internacional. Por outro lado, a baixa produtividade afeta não somente a credibilidade e a capacidade de atração de novos investimentos, mas também o padrão de vida das pessoas e o nível de emprego, como pode se ver na imagem abaixo:

 

Como melhorar a produtividade empresarial?

Uma análise mais detalhada da infraestrutura da empresa poderá fornecer novas oportunidades de melhoria, principalmente, quando se observa o ambiente produtivo. Muitas vezes, o local de produção de uma empresa, apresenta uma disposição de equipamentos, mobiliários e até ferramental, posicionados de maneira que possam prejudicar o fluxo de produto, físicos e operacionais. Estudos e uma análise mais detalhada poderão sugerir correções que possam melhorar o tempo de processo, execução das atividades e até a própria segurança e ergonomia do posto de trabalho.

Com relação às atividades desenvolvidas no processo produtivo, é necessário verificar o tempo de execução e a tecnologia e a ferramental aplicado. É comum às atividades apresentarem perda de produtividade, justamente, por falta de treinamento e consequentemente, retrabalho.

A motivação necessária para se manter uma empresa no ritmo, também deverá ser levada em consideração. Muitas vezes, trabalhadores e até os próprios empresários não encontram oportunidades para permanecerem motivados. Talvez por fadiga, baixa renumeração ou até baixa perspectiva de lucros, bem como a falta de metas, que também prejudicam a produtividade.

Sobre Alisson Souza (*)

Engenheiro de produção e empreendedor, Alisson Souza é focado em desenvolvimento, entende que tem como missão profissional desenvolver pessoas e empresas, alinhando-as à estratégia do negócio de maneira que possam aperfeiçoar os seus processos com o que há de mais inovador em engenharia da qualidade e produtividade, liderança comercial e empreendedorismo, objetivando a melhoria dos seus resultados operacionais, em função de se produzir ou distribuir produtos que atendam expectativas.

 

 

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