domingo, 18/04/2021
Empresários preocupados com o toque de recolher Foto: Ascom\Fecomércio

Presidente da Acese pede cautela na implantação de lockdown e toque de recolher

O presidente da Associação Comercial e Empresarial de Sergipe (Acese), Marco Pinheiro,  prega a cautela em relação aos pedidos de lockdown e de toque de recolher diante do aumento de casos de coronavírus em Sergipe. Segundo ele, a situação é sim preocupante, mas é preciso uma melhor avaliação para salvar vidas e também os empregos.

Marco Pinheiro: perda de sustento das famílias

A preocupação do presidente tem como base o movimento cada vez maior que pode culminar no fechamento do comércio, tal qual aconteceu no ano passado. No último sábado, o Ministério Público Federal em Sergipe (MPF/SE), o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Ministério Público do Estado de Sergipe (MPSE) enviaram ao Governo um ofício solicitando que sejam reavaliadas as medidas sanitárias em vigor em Sergipe.

Na próxima quinta-feira, dia 4, acontecerá mais uma reunião do Comitê Técnico-Científico e de Atividades Especiais (CTCAE) e o governador Belivaldo Chagas já anunciou que não descarta a possibilidade de determinar o toque de recolher. Marco Pinheiro avalia que as decisões a serem tomadas têm sim que ter como alvo a preservação de vidas, mas é importante também um olhar para a economia.

 

“A pandemia é uma grande tragédia que infelizmente tem ceifado milhares de vidas. Mas não podemos esquecer da grande tragédia que é também a crise e a possibilidade de fechamento de empresas e da extinção de postos de trabalho. São pais e mães de família que estão preocupados em perder o seu sustento – o seu pão de cada dia. E isso tem que ser levado em consideração antes de qualquer medida”, argumenta.

O presidente da Acese lembra das grandes dificuldades com o lockdown imposto no ano passado, que fechou as empresas durante quase três meses. “Muitos comerciantes não conseguiram retornar às suas atividades depois disso”, adverte. “E isso traz um impacto econômico e social imenso, pois são postos de trabalho que são extintos e que podem não ser recuperados”, completa.

E os números comprovam esse alarmante cenário. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indicaram que em 2020 Sergipe ficou com um saldo negativo em relação aos postos de trabalho, com 4.475 empregos a menos. Foram 72.680 admissões contra 77.155 desligamentos ao longo do ano. “Muito disso em consequência da pandemia”, assegura Pinheiro.

“É por isso que todos precisam estar engajados nessa luta. Estamos preocupados com o aumento de casos, mas medidas que representem um risco para a nossa economia precisam ser bastante avaliadas. Qual será o impacto disso? O objetivo será alcançado ao final? O diálogo será importante para que os prejuízos sejam reduzidos e possamos sair bem dessa crise: salvando vidas, mas também empregos”, ressalta o presidente.

 

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