segunda-feira, 16/09/2019
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A manifestação começou por volta das 16 horas Foto: Rose Garcia

Mulheres lotam o viaduto do DIA e dizem não a Bolsonaro

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O viaduto do Distrito Industrial de Aracaju (DIA) foi o local escolhido por diversos movimentos sociais para o protesto, hoje à tarde, contra o candidato a presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL).  Música e apresentações culturais intercalaram os discursos, e uma palavra marcou todo o evento: “ele não, ele não”. A estimativa dos organizadores é que cerca de 2 mil pessoas participaram da manifestação. A Polícia Militar não fez estimativa.

As manifestações contra o machismo, homofobia e contra Bolsonaro estão ocorrendo em todo país e no exterior.

Os partidos de esquerda estiveram na manifestação. Foto: Charles Hardman

Para animar os manifestantes, um grupo de mulheres estava na percussão. Não faltaram músicas de Chico Buarque, a exemplo de Geni. “Estamos aqui a favor da vida, da liberdade e da democracia”, disse universitária Caroline de Jesus Oliveira, 19 anos, que carregava um cartaz com os dizeres. “ele não”. Havia ainda um cartaz com um alerta: “mulheres, se libertem do seu Bolsonaro”.

Um dos momentos que emocionou o público foi quando uma pessoa, do palco, gritou Lula livre e também “Marielle presente”. A vereadora pelo Rio de Janeiro, Marielle Franco (PSOL), foi assassinada em 14 de março deste ano, junto com seu motorista Anderson Pedro Gomes, e os crimes até agora não foram esclarecidos. Já o ex-presidente Lula, está preso em Curitiba desde o dia 7 de abril passado.

Mudanças – Para que não ocorresse nenhum problema, a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) fez mudanças no trânsito, na confluência de duas das principais avenidas da capital – Trancredo Neves e Adélia Franco – desviando o tráfego de veículos. Já a Polícia Militar, que atuou com 45 policiais na área, sugeriu que o ato fosse realizado em outro local, mas os organizadores preferiram embaixo do viaduto.

A manifestação contra Jair Bolsonaro atraiu, também, candidatos de esquerda, a exemplo da professora Ângela Melo, que tenta uma vaga de deputada federal.  “Esse é um ato das mulheres a favor do amor, da liberdade, da democracia, contra o ódio e o retrocesso. Pela volta da democracia no país. As mulheres puxando e comandando o destino do nosso país”, disse.

A deputada estadual Ana Lúcia, no seu último mandato, afirmou que o ato contra Bolsonaro é um grande momento das mulheres. “Essa é uma luta pela democracia e autonomia do povo brasileiro”, completou. A candidata a vice-governadora na chapa do atual governador Belivaldo Chagas, Eliane Aquino, também esteve no movimento das mulheres contra Bolsonaro.

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