quinta-feira, 13/01/2022
Ler é viajar por emoções Foto: Pixabay

Minhas melhores leituras de 2021 

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Germano Viana Xavier (*)

Bem como o 2020, o ano de 2021, definitivamente, não foi fácil. E não tem como escrever algo diferente do que escrevi há 1 ano. O fluxo continua o mesmo… “No Brasil, a situação de penúria foi ainda mais amplificada e visível. Desgovernado desde os saguões de Brasília, o Trem-Brazil, vendido às incertezas de um neoliberalismo irresponsável, descarrilou e assim continua ribanceira abaixo. O real povo brasileiro penou. E penará. Presenciamos tragédias novas a cada dia, muitas delas advindas de um bestial antipresidente eleito. A sirene tocou mundo afora. Uma pandemia! (Sim, a pandemia não acabou…) Muitos foram para dentro de seus aposentos. Muitos, por não terem aonde ir, forçados pela própria necessidade e outros por negacionismos infames de ordens diversas, preferiram as ruas. Ao cabo de todos esses meses, o cansaço, a estafa mental. Todavia, algumas coisas foram fundamentais para me manter vivo. Falo por mim. Para além das aulas ministradas à distância, que se mostraram duras e ineficientes, foram os livros os maiores responsáveis pela manutenção do ar nos pulmões. Li razoavelmente bem durante todo o ano”.

No mais, agradecer preciso a todos os amigos e todas as amigas que fazem comigo o canal literário O Equador das Coisas, no Youtube, aos colaboradores do portal O Gazzeta, ao espaço concedido a mim no portal Só Sergipe. Dizer também um muito obrigado para aqueles que apostaram suas fichas literárias em meu mais recente livro, intitulado de O Homem Encurralado (Penalux, 2021) e que contou com tradução para o francês realizada por Luísa Fresta. 2022 nos reserva grandes emoções. Sigamos, bucaneiros!

E, de novo, ninguém solta a mão de ninguém.

Minhas leituras:

Poesia

ELOGIO DO CARVÃO, Marcus Vinicius Quiroga;

RUA DA PADARIA, de Bruna Beber;

CIDADE FINADA, de Thiago Medeiros;

ARAME FARPADO, de Lisa Alves (releitura);

POEMAS RUPESTRES, de Manoel de Barros (releitura);

26 POETAS HOJE, org. Heloísa Buarque de Hollanda;

SENTIMENTAL, de Eucanaã Ferraz;

EM NOME DOS RAIOS, de João de Moraes Filho (releitura);

CARTAS DE NAVEGAÇÃO, de Nuno Gonçalves (releitura);

ARIEL, de Sylvia Plath (releitura).

Prosa

A IMENSIDÃO ÍNTIMA DOS CARNEIROS, de Marcelo Maluf;

O ALIENISTA (EM CORDEL), Machado de Assis/Rouxinol do Rinaré;

PANDEMIA: COVID-19 E A REINVENÇÃO DO COMUNISMO, de Slavoj Žižek;

O MENINO GRAPIÚNA, de Jorge Amado;

TORTO ARADO, de Itamar Vieira Junior;

O GARIMPEIRO DO RIO DAS GARÇAS, de Monteiro Lobato;

EVANGÉLICOS E PANDEMIA, de Pierre Salama;

TODO DIA A MESMA NOITE, de Daniela Arbex;

PARAÍSO PERDIDO, de John Milton/ Versão em quadrinhos de Pablo Auladell;

LULA (Volume 1), de Fernando Morais.

OBS. A ordem de numeração dos livros não quer dizer absolutamente nada.

 

(*) Germano Xavier nasceu em Iraquara, Chapada Diamantina-Bahia, em 1984. É jornalista pela UNEB e mestre em Letras pela UPE. Publicou o livro Clube de Carteado (Franciscana, 2006). Seu livro de contos intitulado Sombras Adentro (ainda não publicado) foi finalista do IV Prêmio Pernambuco de Literatura (2016). Em 2021, publicou o livro O Homem Encurralado (Penalux), que compreende a primeira parte da Trilogia do Centauro. Escreve para encontrar o equador de todas as coisas.
** Esse texto é de responsabilidade exclusiva do autor.  Não reflete, necessariamente, a opinião do Só Sergipe.
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