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Assassin’s Creed: um filme que se perdeu na história

Publicado em 19 de janeiro de 2017, 19:04

2-estrelas

Aline Laranjeira (*)

Ao observamos o orçamento de 125 milhões e uma dupla de peso contracenando em uma adaptação para os cinemas de um video game, ficamos cheios de expectativas e ansiedades, entretanto, Assassin’s creed, assim como outras adaptações de games para as telas, consegue ser desconexo, atrapalhando o entendimento do texto fílmico.

A película é dirigida pelo Justin Kurzel, que tenta dar ao filme o design dos jogos, a partir de ângulos e enquadramentos que ressaltam a interface do jogo. No entanto, como o roteiro de Bill Collage e Adam Cooper se torna confuso ao combinar a Idade Média com a atualidade vivida na película. A atmosfera do longa se modifica e apenas as partes técnicas se sobressaem. A história a ser transmitida se torna vazia e sem muito envolvimento, favorecendo o gosto apenas pela banda sonora, efeitos visuais e montagem.

O personagem do Michael Fassbender, Cal Lynch\Aguilar, se esforça para manter seu papel principal com seriedade e força, convivendo entre o medievo e o presente, a fim de defender o seu clã dos assassinos. Embora Cal seja o fio que desenrola a narrativa, quem se sobressai e segura a trama, na maior parte de suas cenas, é a cientista Sofia Rikkin, interpretada por Marion Cotillard, a qual demonstra austeridade e firmeza em suas propostas e ações, auxiliando o credo dos assassinos. Os demais atores renomados, como Charlotte Rampling e Jeremy Irons são ofuscados pelos vácuos deixados pelo roteiro, impedindo uma maior magnitude de suas interpretações.

De modo geral, o filme não traz um encantamento e não deslumbra o público. Não satisfaz os fãs, tampouco envolve aqueles que ainda desconhecem o jogo, causando descontentamento e expectativas baixas para o sucesso de uma sequência. Contudo, provavelmente haverá uma continuação, em que o diretor e os roteiristas poderão se redimir e realizar uma história que traga entusiasmo para o grande público, fazendo jus ao seu status de blockbuster.

(*) Aline escreve todas as sextas-feiras sobre cinema

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