domingo, 25/08/2019
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Funcionários públicos estaduais votaram pela paralisação geral de 24 horas

Servidores vão parar o Estado em setembro

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Os funcionários públicos  estaduais farão uma paralisação geral, no dia 2 de setembro. Essa foi a forma encontrada para protestar contra a falta de compromisso do  Governo do Estado com as diversas categorias que compõem o serviço público. A decisão foi tomada hoje, 18, pela manhã, em reunião com diversos sindicatos,  mais a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), na sede do Sindifisco.  No dia da parada, eles farão um ato, a partir das 8 horas da manhã, no Palácio dos Despachos.

O presidente do Sindifisco,  Paulo Roberto Pedroza de Araújo,  explicou que esse protesto vai ocorrer porque, até o momento, o governo não deu nenhuma resposta às 24 indagações  feitas pelos sindicatos  sobre a situação econômica do Estado e nem convocou a reunião do grupo de trabalho. O prazo acordado venceu ontem, 17, mas até o momento nenhum sinal por parte do Governo do Estado. Também continua somente no discurso,  o Grupo de Trabalho para discutir a questões inerentes ao funcionalismo público.

“É preciso que o governo se posicione mediante o indicativo dos servidores que podem parar no dia 2 de setembro”, frisou Pedroza.  Além do ato do dia 2,  todas os sindicatos também se comprometeram em participar do Grito dos Excluídos, no dia 7 de setembro.

O vice-presidente  da Central única dos Trabalhadores (CUT), Roberto Silva, que também representa o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Sergipe  (Sintese), condenou a estratégia do governo Jackson Barreto de utilizar a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) como  artifício para não dar aumento aos servidores e nem pagar o piso salarial dos professores da rede estadual. “Ele usa a LRF para não valorizar os servidores”, lamentou.

Além da representação do Sindifisco, estiveram na reunião dirigentes da  Associação dos Delegados da Polícia Civil (Adepol), Sintrase, Emdagro, CUT, enfermeiros, médicos, Sintasa, com o suporte do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio Econômicos (Dieese).

Ainda não há definição quanto a participação de todos nos atos desta quinta-feira, 20,  pela democracia, prevista para  começar às 14 horas, na praça General Valadão. Desse ato, já está definida a participação do Movimento Sem Terra (MST) e outros.

Servidores federais fizeram protesto hoje pela manhã
Servidores federais fizeram protesto hoje pela manhã

Federais – Enquanto os servidores estaduais definiam a paralisação, na praça Fausto Cardoso, em frente a Delegacia do Ministério da Fazenda,  os colegas da esfera federal faziam um protesto contra a política econômica de Dilma Roussef e do ministro da Fazenda,  Joaquim Levi. La estavam  representantes de diversas categorias que já estão em greve há bastante tempo, a exemplo dos funcionários da Universidade Federal de Sergipe (UFS), paralisados há 82 dias, e da Previdência, que completa hoje  42 dias.

O presidente do Sindicato dos Servidores da UFS (Sintufs), Lucas Gama, disse que existe uma pauta única do funcionalismo público federal que  pleiteia  um reajuste de 27,3%. No entanto, o Sintufs tem reivindicações  específicas como  jornada de 30 horas semanais, concurso público para as universidade federais, já que o déficit é de 1 mil pessoas em todo país e  querem também., a definição de uma data base. “Nós não temos  uma e todos os anos fazemos greve para buscar a recomposição dos nossos salários”, disse Lucas.

O coordenador geral do Sindiprev, Isac Silveira, afirmou que a categoria  quer melhores condições de trabalho e também a abertura de concurso público. “Há uma carência de 10 mil pessoas em todo Brasil, enquanto que em Sergipe são necessárias 300 para melhorar o serviço prestado a população”, disse Isac Silveira. Além da questão salarial, o  pessoal da Previdência que a incorporação  da Gratificação  de Desempenho do Seguro Social (GDASS).

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