quinta-feira, 10/06/2021
Só a leitura salva Foto: Freepik

Minhas 20 melhores leituras em 2020

Germano Viana Xavier (*)

O ano de 2020 definitivamente não foi fácil. No Brasil, a situação de penúria foi ainda mais amplificada e visível. Desgovernado desde os saguões de Brasília, o Trem-Brazil, vendido às incertezas de um neoliberalismo irresponsável, descarrilou e assim continua ribanceira abaixo. O real povo brasileiro penou. E penará. Presenciamos tragédias novas a cada dia, muitas delas advindas de um bestial antipresidente eleito. A sirene tocou mundo afora. Uma pandemia! Muitos foram para dentro de seus aposentos. Muitos, por não terem aonde ir, forçados pela própria necessidade e outros por negacionismos infames de ordens diversas, preferiram as ruas. Ao cabo de todos esses meses, o cansaço, a estafa mental.

Todavia, algumas coisas foram fundamentais para me manter vivo. Falo por mim. Para além das aulas ministradas à distância, que se mostraram duras e ineficientes, foram os livros os maiores responsáveis pela manutenção do ar nos pulmões. Li razoavelmente bem durante todo o ano. Dei prioridade a livros que, de uma ou outra forma, falavam do processo pandêmico vigente, para me inteirar acerca de discussões sociais e políticas também atuais. Destaco aqui a coleção Pandemia Capital, da Editora Boitempo, que li quase toda.

No mais, agradecer preciso a todos os amigos e todas as amigas que fazem comigo o canal literário O EQUADOR DAS COISAS no YouTube, aos colaboradores do portal O GAZZETA, ao espaço concedido a mim no portal SÓ SERGIPE e a manutenção da parceria já antiga com o portal ENTREMENTES. Dizer também que o blog O EQUADOR DAS COISAS e o jornal impresso O EQUADOR DAS COISAS continuam vivíssimos, em sonhos borbulhantes e em realidade. Para 2021, talvez algumas boas novidades surgirão. Sigamos, bucaneiros!

E ninguém solta a mão de ninguém.

Poesia

  1. QUARENTA CLICS EM CURITIBA, de Paulo Leminski;
  2. BUBUIA, de Jéssica Martins Costa;
  3. ASA DE LAGARTA, de Vanessa Reis;
  4. ALICE E OS DIAS, de Daniela Delias;
  5. TRANS, de Age de Carvalho;
  6. QUASE UMA ARTE, de Paula Glenadel;
  7. À CIDADE, de Mailson Furtado;
  8. GRAVANDO, de Aline Rocha;
  9. ANTES QUE O MUNDO ACONTEÇA, de Daniel Baz;
  10. CAPRICHOS & RELAXOS, de Paulo Leminski.

Prosa

  1. A FABULOSA GALINHA DE ANGOLA, de Luísa Fresta;
  2. REDEMOINHO EM DIA QUENTE, de Jarid Arraes;
  3. CARTAS DE UM DIABO A SEU APRENDIZ, de C.S. Lewis;
  4. O AMANHÃ NÃO ESTÁ À VENDA, de Ailton Krenak;
  5. A CRUEL PEDAGOGIA DO VÍRUS, de Boaventura Sousa Santos;
  6. SEJAMOS TODOS FEMINISTAS, de Chimamanda Ngozi Adichie;
  7. O MASSACRE DA GRANJA SÃO BENTO, de Luiz Felipe Campos;
  8. O VELHO E O MAR, de Ernest Hemingway (releitura);
  9. SOBRE A ESTUPIDEZ, de Robert Musil;
  10. ÚLTIMO REINO, de Pascal Quignard.

OBS. A ordem de numeração dos livros não quer dizer absolutamente nada.

Germano Viana Xavier é mestre em Letras e jornalista profissional (DRT BA 3647). Desenvolve estudos e pesquisas sobre Literatura e Direitos Humanos – Comunicação e Cultura – Literatura e Letramentos – Língua Portuguesa – Linguística – Cinema – Educação e Educomunicação. Idealizador/Coordenador Geral do Jornal de Literatura e Arte O EQUADOR DAS COISAS (ISSN 2357 8025), periódico fundado em março de 2012 e que circula no Brasil, Portugal, Estados Unidos e Irlanda. Escreve desde 2007 o blog O EQUADOR DAS COISAS, cujo arquivo conta hoje com aproximadamente 2.000 textos de sua autoria. Em 2016, seu livro de contos SOMBRAS ADENTRO foi finalista do IV Prêmio Pernambuco de Literatura. Possui publicações em livros, jornais e revistas literárias diversas. Baiano desterrado, natural da Chapada Diamantina, tem 35 anos e atualmente habita o agreste meridional pernambucano. Canal no YouTube: www.youtube.com/oequadordascoisas

** Esse texto é de responsabilidade exclusiva do autor.  Não reflete, necessariamente, a opinião do Só Sergipe.

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