segunda-feira, 11/11/2019
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Governador Belivaldo Chagas: ação na Justiça

Governador de Sergipe põe em xeque a competência da Petrobras para lidar com desastres

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O governador de Sergipe, Belivaldo Chagas,  colocou em xeque, hoje, 11, a competência da Petrobras para resolver os problemas causados pelo vazamento de óleo que, desde setembro, polui todo o litoral nordestino. “A conclusão que chegamos é que a Petrobras, infelizmente, não está preparada para isso [lidar com um desastre]. Imagine se um vazamento desses ocorrer no  poço ou navio da Petrobras, o que vai acontecer com o Brasil?”, questiona. Ele disse que vai esperar até segunda-feira, por uma ação mais enérgica do Governo Federal, mas se isso não acontecer,  acionará a Justiça.

“Infelizmente, ficamos todos na dependência do Governo Federal. O  ministro [do Meio Ambiente, Ricardo Salles] esteve aqui, fizemos sobrevoo, mas o que se fez, até agora, foi a coleta de óleo nas praias. Esse problema começou no dia 2 de setembro, estamos em outubro e, efetivamente, o que estão fazendo é coleta de óleo nas praias. E o movimento das marés fazendo com que a poluição aumente”, desabafou Belivaldo Chagas.

Uma das suas maiores preocupações é com o Rio São Francisco, responsável por 60% do abastecimento de água em Aracaju, onde já apareceram manchas de óleo. “ O Velho Chico abastece o nosso estado e o nosso vizinho Alagoas, e há o risco de  termos problemas”, alertou Belivaldo. “Essa mancha já chegou à  praia do Forte (litoral norte da Bahia), e não sabemos como vai ter um fim. E nem sabemos, também, quando e como isso tudo começou”.

Empurra-empurra

O governador criticou, também, a Petrobras pelo que ele chama de “empurra-empurra” sobre as boias  que a estatal iria disponibilizar para absorver o óleo que aparece no mar. “A Petrobras diz que o vazamento não foi ocasionado por ela, mas isso não importa. O que importa é que todos precisam estar unidos. E quem tem expertise para fazer esse tipo de ação é a Petrobras”, destacou.

“O  Estado de Sergipe quer contribuir, estamos prontos para fazer a nossa parte, mas precisamos saber o que podemos fazer. E volto a repetir: se até segunda-feira o Governo Federal não surgir com nada de concreto, vamos acionar a Justiça, inicialmente o Ibama, e a Petrobras. A PGE (Procuradoria Geral do Estado) vai  tomar as providências” garantiu.

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