terça-feira, 19/11/2019
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Estudantes criam aplicativo para combater hipertensão

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Estudantes do Centro de Educação de Ensino Fundamental e Médio do Sesi Jair Meneguelli, em Aracaju,  desenvolveram um aplicativo que disponibiliza informações sobre pressão arterial e ajuda na prevenção da doença, feita através da prática de atividade física regular e alimentação saudável. O aplicativo que recebeu o nome de “Hipertensão Arterial” já está disponível para download.

Além das informações sobre a doença, a ferramenta tem um conversor de unidades de medida de pressão e possibilita fazer o cálculo do Índice de Massa Corpórea (IMC) e da pressão física exercida por algum corpo.

A iniciativa de fazer o aplicativo partiu do professor de Física, William Douglas de Oliveira, para colocar em prática um projeto interdisciplinar com o uso da tecnologia. O Projeto Aula Pressão Arterial: Cuidados pela Qualidade de Vida! envolveu as disciplinas de Física, Biologia e Matemática para a criação de um aplicativo que disponibiliza informações sobre a hipertensão arterial e ajuda na prevenção da doença, que é feita por meio da prática de atividade física regular e uma alimentação saudável.

O responsável pela iniciativa contou com o apoio de professores das outras disciplinas envolvidas, que trabalharam conteúdos relacionados ao tema, colaborando para a etapa final do projeto, que era o aplicativo. “O aplicativo foi idealizado como se fosse uma isca, para que todos os alunos se envolvessem em torno deste aplicativo. O professor de matemática começou a trabalhar, em sala de aula, a parte de matemática, que desenvolvia o conceito geral de pressão atmosférica, e o professor de física, nesse período, estava trabalhando o conteúdo de pressão hidrostática, que é um conteúdo da física. Então estavam todos os professores alinhados dentro de uma proposta”, explica.

De acordo com Willian, o objetivo do projeto era fazer com que os alunos participassem mais durante as aulas. Foram etapas até a construção do aplicativo, entre pesquisa, cartazes, desenvolvimento de jogos e de música. As atividades acabaram melhorando até mesmo o comportamento da turma, que antes era uma das dificuldades enfrentadas pelos professores. “Houve um envolvimento integral da turma. Foi perceptível, na verdade está sendo, a mudança de comportamento dos alunos”, destaca.

O projeto foi destaque no 2º Encontro Nacional do Sistema Estruturado de Ensino da Rede SESI. No total, 20 projetos foram homenageados por terem gerado impactos positivos no aprendizado dos alunos e, por isso, foram consideradas as melhores práticas pedagógicas de 2017 da rede SESI.

“Isso é gratificante porque a gente conota como um reconhecimento do trabalho. Só nos motiva a pensar o ensino e a educação não limitados a quatro paredes na sala de aula”, ressalta o professor idealizador do projeto, Willian Douglas de Oliveira.

Segundo o gerente executivo do Serviço Social da Indústria, Sérgio Gotti, a escola precisa mudar a maneira de ensinar e se tornar mais atrativa para os estudantes. Esse conceito foi base para todos os projetos homenageados, que partiram do STEAM, uma metodologia que trabalha de forma integrada as áreas de Ciências, Tecnologia, Engenharia, Arte e Matemática e é baseada na aprendizagem por projetos.

“Quando nós pensamos, por exemplo, na nossa indústria, quando nós pensamos no comércio, nos serviços, o que a gente observa é que as profissões que vão vir são absolutamente diferentes do que está acontecendo hoje em dia. E se a escola não se preparar para isso e, principalmente, não preparar o aluno para esse futuro, ela vai se distanciar cada vez mais do aluno, da realidade”, explica.

A doença –  A hipertensão arterial é uma das doenças crônicas não transmissíveis mais incidentes no Brasil. Em 11 anos, o diagnóstico médico da doença aumentou na população adulta das capitais brasileiras e Distrito Federal. De acordo com a Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico de 2017 (Vigitel), a prevalência de hipertensão passou de 22,6% em 2006 para 24,3% em 2017.

Em Aracaju, 26% da população têm diagnóstico médico de hipertensão arterial. Entre as pessoas da capital, a doença atinge 27,7% de mulheres, enquanto 24,1% são homens. A doença é caracterizada pelos níveis elevados da pressão sanguínea nas artérias e é um dos principais fatores de risco para a ocorrência de acidente vascular cerebral, enfarte, aneurisma arterial e insuficiência renal e cardíaca.

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