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O famoso time do Confiança de 1963. Nele está o mais famoso jogador da década de 60, Ruiter

Desportiva Confiança, incompetência, acomodação ou delírio: como explicar ao torcedor?

Publicado em 10 de abril de 2019, 08:21



Valtênio Paes (*)

Um amigo acompanha o Confiança desde o início dos anos 60, quando a escalação tática era 4.2.4 a exemplo de Roberto, Zazir, Zé Mecânico, Ti Carlos e Alfeu; Élio Abacate e Naninho (Debinha); Jurandir, Beto, Ruiter e Daniel até os dias de hoje, onde acontece a variação tática, turbinada pela velocidade em detrimento da técnica. Neste seis de abril de 2019, no jogo com Itabaiana, a tristeza esportiva predominou.

Aliás, a situação vem se repetindo. Na série C, liderou todo primeiro turno, depois despencou. No Campeonato Sergipano 2019 liderou a primeira fase. Depois entregou, graciosamente, o jogo para o Lagarto. Por fim, na última esperança, também na frente da tabela, entregou o jogo em 45 minutos para o Itabaiana. A cena se repetiu três vezes em tão pouco tempo.

Consolar-se pela justificativa de que o Sergipe ficara no caminho na semana anterior não basta pela futilidade do argumento. Ele quer encontrar motivo plausível. Estão sendo incompetentes? Quem? Jogadores? Direção? Fora acomodação, delírio pelo fato de estar à frente da tabela nos três momentos citados? Perguntava o amigo, refletindo os motivos da tristeza e decepção.

Criterioso

Continua o amigo: o clube tem a melhor estrutura material para os atletas, possivelmente paga os melhores salários. Nos anos 60, era segunda. Hoje tem a maior torcida no Estado de Sergipe e ser tragado por esta salada de incompetência, acomodação, delírio, resultando na decepção como consequência, não é aceitável.

Já não basta dizer: “coisas do futebol”, “levantar a cabeça”, “virar a chave”, “partir para outra”, é preciso refletir sem sentimentos pessoais sobre as causas desses momentos e dessas três derrotas. O erro é compreensível em alguns momentos, errar sucessivamente no mesmo fato beira à incompetência técnica e administrativa porque a história também pune.

Reafirma o amigo, com grandes ídolos, Miro e Maromba, Vevé, Mirobaldo e na época do 4.3.3: Zé Luís, Gilson, Fiscina, Lourival e Tinteiro; Dudu, Samuca(Deri) e Luís Carlos; Nininho, Marcílio e Joãozinho, dentre tantos outros, tais fatos não aconteciam.

É preciso ser criterioso na escolha de estratégias técnicas e administrativas no futebol na Associação Desportiva Confiança. Sua grandeza se impõe. Terminar o primeiro tempo ganhando do Itabaiana, e tomar três gols no segundo, deixou o torcedor anestesiado pela vergonha.

Urge que reformulações administrativas, técnicas e no elenco, criteriosamente, sejam feitas para que a autoestima de ser Dragão volte a reinar. A grandeza proletária não permite essa sucessão de erros. Assim como o amigo, muitos azulinos do bairro Industrial merecem resposta qualificada dos gestores e atletas proletários.

(*) Valtênio Paes de Oliveira é professor, advogado, especialista em educação, doutor em Ciências Jurídicas, autor de A LDBEN Comentada -Redes Editora, Derecho Educacional en el Mercosur- Editorial Dunken e Diálogos em 1970- J Andrade.  E, claro, torcedor do Confiança.

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