quarta-feira, 08/04/2020

Compreendendo o conceito de Startups (ou a jornada do empreendedor)

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Thiago Noronha (*)

Sejam bem-vindos (as) à primeira coluna Empreendedorismo & Inovação (E&I) aqui no Só Sergipe! Agora, toda primeira quinta-feira do mês teremos um encontro marcado onde traremos informações sobre esse admirável mundo novo das startups, tecnologia e mundo digital. Será uma jornada de mútuo aprendizado na qual, também, teremos conteúdos voltados para o empreendedorismo de forma mais ampla, apoiando-se na minha formação principal – em direito empresarial – com o objetivo básico que pode ser traduzido numa frase do tenista Arthur Ashe: “Comece de onde você está. Use o que você tiver. Faça o que você puder”.

Pois bem, partindo desse princípio precisamos encartar o conceito das startups para quem está chegando e se ambientando a uma série de nomenclaturas de origem inglesa que, vez ou outra, surgem em discursos atuais, tais como “mindset”, “lean”, “canvas”, “ux”, dentre outros. Fique calmo se você não conhece nenhum dos termos anteriores, pouco a pouco, vamos desmistificar cada um deles.

A tarefa deste artigo inaugural, portanto, é trazer à tona o que seria uma startup do ponto de vista conceitual. Para isso, vamos precisar nos socorrer de teóricos. Eric Ries, um dos principais autores sobre o tema, fez uma boa definição no seu livro Lean Startup: “Uma startup é uma instituição humana desenhada para criar um novo produto ou serviço em condições de extrema incerteza”.

Desse conceito, conseguimos extrair alguns requisitos: 1) É um projeto em estágio inicial, portanto, carente de processos internos e organização; 2) Possui como cerne a inovação; 3) Tem um controle (ou limitação) de gastos e custos; 4) Seu serviço ou produto se materializa através de um produto mínimo viávelMinimum Viable Product”(MPV), em inglês; 5) O projeto é escalável; 6) Necessita de capital de terceiros para sua operação inicial; 7) Utiliza a tecnologia para o seu modelo de negócio.

As startups possuem sua origem nas empresas de base tecnológica do Vale do Silício, nos Estados Unidos, como o Google, Facebook, Twitter, Uber, dentre outras. Nasceram de ideias inovadoras muitas vezes construídas em garagens, dormitórios de universidades, por pessoas com boas ideias e vontade de fazer acontecer. Este é um ponto central que gostaria de tratar: não basta ter uma boa ideia, é preciso sair desse estágio e por a mão na massa. No Brasil, sobretudo aqui no ecossistema sergipano, é comum ver um excesso de proteção (ou receio) ao compartilhar uma ideia quando, na verdade, o grande fator de sucesso (ou fracasso) de um negócio nascente é a sua execução.

Foi exatamente essa a fala do palestrante José Azarite, diretamente de Campinas/SP, representante da Venture Hub, durante o painel no evento Teias da Inovação: “Perspectivas e Futuros para a Inovação em Sergipe” que ocorreu em 28 de janeiro de 2020 no Sergipetec, em Aracaju/SE. Num dado momento, disse que a mesma ideia certamente foi, é ou será pensada por outras duas ou mais pessoas ao redor do globo, ainda mais em termos de tanta conexão e troca de referências. Portanto, mais do que uma boa ideia é a jornada do empreendedor que importa!

Afinal, segundo dados de 2018, a taxa de mortalidade de Startups chegam a 75%. Superar o chamado “vale da morte”, momento em que boa parte das ideias não conseguem se desenvolver e efetivamente se transformar num negócio, é uma tarefa árdua que perpassa por uma série de desafios. A ideia desta coluna é, de alguma forma, trazer conteúdos que possam não só apresentar modelos de negócios inovadores, conceitos e ferramentas essenciais a contribuir para a jornada do empreendedor, mas também incentivar todo o ecossistema de inovação sergipano. No próximo mês, vamos aprofundar sobre o tema Inovação.

Até lá! 🙋‍♂️

INDICAÇÃO DE LIVRO

Toda coluna vamos ter um livro como indicação. A ideia é estimular a leitura de conteúdos transformadores e que alicerçam o conhecimento empreendedor. Obviamente, como foi citado neste artigo inaugural, nossa indicação é “A Startup Enxuta” (Lean Startup) do Eric Ries que é uma leitura obrigatória para quem deseja começar a entender o conceito de startup.

Neste livro, o autor apresenta conceitos inovadores, sobretudo do MVP que falamos mais acima, para construir empresas bem-sucedidas e escaláveis.

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Tem alguma crítica, dúvida ou sugestão? Fala comigo nos comentários, que é onde nós avançamos e construímos um debate mais profundo!

 

(*) Thiago Noronha Vieira | E-mail: thiagonoronha@acnlaw.com.br

Advogado. Sócio do Álvares Carvalho & Noronha – Advocacia Especializada (ACNLaw). Pós-Graduado em Direito Empresarial pela PUC/MG. Presidente da Comissão de Direito Privado e Empreendedorismo Jurídico da OAB/SE. Diretor Jurídico do Conselho de Jovens Empreendedores de Sergipe (CJE/SE).

Siga-me no instagram @thiago.nvieira

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