quinta-feira, 10/06/2021
Prepare o bolso: boleto chegará mais caro Foto: Energisa

Aneel reajusta tarifa de energia elétrica para Sergipe em mais de 8%

A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aprovou, ontem, 22,  em reunião pública extraordinária, o reajuste tarifário de 2021 das empresas: Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia – Coelba, Companhia Energética do Rio Grande do Norte – Cosern, Enel Distribuição Ceará e Energisa Sergipe.

As novas tarifas  já estão em vigor  para 6,1 milhões de unidades consumidoras localizadas no estado da Bahia, 1,4 milhão de unidades consumidoras potiguares, cerca de 3,8 milhões de unidades consumidoras cearenses e mais de 805 mil unidades consumidoras sergipanas.

Vale ressaltar que o conjunto de ações tomadas pela Agência para mitigar as tarifas, entre elas a conta-covid e o reperfilamento do pagamento do financeiro da RBSE das transmissoras, colaborou para amenizar as tarifas e manter o reajuste em um dígito. Esse trabalho foi realizado com total transparência com os agentes e respeitando rigorosamente os compromissos previstos em contratos.

Confira, nas tabelas, os novos índices:

Empresa

Consumidores residenciais – B1

Coelba

7,26%

Cosern

7,74%

Enel CE

7,55%

Energisa SE

8,33%

 

Empresa

Classe de Consumo – Consumidores cativos

Baixa tensão
em média

Alta tensão
em média

Efeito Médio
para o consumidor

Coelba

7,82%

12,28%

8,98%

Cosern

8,27%

11,18%

8,96%

Enel CE

8,54%

10,21%

8,95%

Energisa SE

8,66%

9,43%

8,90%

Os fatores que mais impactaram estes processos tarifários foram: custos com distribuição, pagamento de encargos setoriais e aquisição de energia.

Para a diretora Elisa Bastos, relatora de três dos quatro processos tarifários em questão (Cosern, Enel CE e Energisa Sergipe), “mais uma vez o setor elétrico dá provas da sua organização e comprometimento com o país. Foi necessário um esforço conjunto para que chegássemos a resultados tarifários que respeitem a capacidade de pagamento do consumidor, mas que ao mesmo tempo mantenha o equilíbrio das concessões de distribuição, bem como a qualidade da prestação dos serviços”.

“Realizamos a gestão das tarifas, com ações que serão capazes de atenuar os impactos tarifários que seriam sentidos pelos consumidores em 2021, mas sem comprometer o equilíbrio econômico das empresas dos segmentos de geração, transmissão e distribuição. Esse trabalho foi debatido com o Ministério de Minas e Energia e com todo o setor de maneira transparente e pelo bem do setor”, disse o diretor-geral da ANEEL, André Pepitone.

O efeito médio da alta tensão refere-se às classes A1 (>= 230 kV), A2 (de 88 a 138 kV), A3 (69 kV) e A4 (de 2,3 a 25 kV). Para a baixa tensão, a média engloba as classes B1 (Residencial e subclasse residencial baixa renda); B2 (Rural: subclasses, como agropecuária, cooperativa de eletrificação rural, indústria rural, serviço público de irrigação rural); B3 (Industrial, comercial, serviços e outras atividades, poder público, serviço público e consumo próprio); e B4 (Iluminação pública).

Mais informações sobre reajustes tarifários podem ser consultadas no endereço eletrônicowww.aneel.gov.br, no link entendendo a tarifa, e no aplicativo ANEEL Consumidor, disponível para dispositivos móveis Android ou IOS.

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