sexta-feira, 26/06/2026
Claudefranklin e Folha de Lagarto
Confraternização do jornal Folha de Lagarto (14 de dezembro de 1996)

Para quem viver é escrever, cada palavra é uma historia

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Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos

 

Há trinta anos, publiquei meu primeiro texto. Com o título “História Consciente, Geração Consciente”, no dia 27 de junho de 1996,  fiz minha estreia no jornal Folha de Lagarto, numa coluna chamada “História e Estórias de Lagarto”.

Eu tinha acabado de concluir o curso de Licenciatura em História pela Universidade Federal de Sergipe. Logo, minha única pretensão, doravante, era ser professor e viver de meu ofício. Jamais pensei ou sequer almejei ser historiador, escritor e mesmo articulista de jornais e de revistas magazines. Sequer poeta, ideia à qual ainda resisto em assumir, preferindo dizer que às vezes reclamo da vida em versos.

Fato é que naquele ano de 1996, estimulado pelos  professores José Cláudio Monteiro Santos, Assuero Cardoso Barbosa e Emerson da Silva Carvalho, e com o apoio de Raimundinho do Folha de Lagarto, assumi a missão de, para além de lecionar, contar história, escrever, me expressar à luz da ciência histórica. E, com toda tranquilidade, consciência e vontade, contribuir para com a historiografia local, sergipana e, porque não, nacional. E afirmo isto sem o menor cabotinismo.

Com a presente crônica, alcanço um número de publicações do gênero que vai além da estatística ou ostentação curricular. Cerca de 887 textos/artigos publicados (até a presente data) sobre inúmeros assuntos: de História de Lagarto a História Cultural, sendo atravessados por religião, religiosidade, festa, carnaval, música, cinema, literatura, memória, patrimônio cultural, futebol, política, arte, teologia e aquilo que a inspiração me presenteia generosamente.

Aqui, aproveito para citar e agradecer a todos os jornais revistas que me abriram um espaço para expor meu pensamento. Em cada um destes veículos, tive a liberdade necessária para me expressar, nem sempre agradando, mas nunca abrindo mão de princípios éticos, de formação familiar e religiosos. Além do jornal Folha de Lagarto, Lagarto Hoje, Sergipe Hoje, Gazeta dos Municípios, Folha Sergipana, Correio de Sergipe, Jornal do Dia, Cinform, Correio da Bahia. Afora as revistas Tribuna Municipal, Cidade, Realce, Perfil, Sergipe TradeTour, Revista Sergipe Nossa Terra e Revista Literária de Sergipe. E os portais Lagartense, Lagartonet, Lagarto Notícias e Só Sergipe.

Sem deixar de mencionar as chamadas revistas científicas e acadêmico-culturais, tais como: Revista Brasileira de História, Revista Brasileira de História das Religiões, Revista de Teologia e Ciências da Religião da UNICAP, Práxis Pedagógica, Revista de Extensão da UFS, História Agora, Diálogo, Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, Revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, Revista Tempo Histórico, Clio, Revista do Memorial do Poder Judiciário de Sergipe,  Revista Eletrônica FJAV, Desvendando a História, Cadernos UFS, Ponta de Lança, Revista da Academia Brasileira de Letras e Revista da Academia Lagartense de Letras, Candeeiro e Cumbuca,

Além dos textos, fui agraciado com inúmeras oportunidades de publicar e organizar livros e capítulos de livros, mantendo o mesmo compromisso, notadamente, com aqueles que desejam conhecer, aprender e também se aventurar na arte de escrever. Da sala de aula para as páginas impressas e digitais, nesse pêndulo que é a vida, no que ela tem de mais fascinante desafiadora e bela.

Mais do que dinheiro e fama, as três décadas na labuta da oficina de historiador me deram sentido, propósito e foco profissional e pessoal. As palavras e o pensamento têm sido para mim grandes aliados, me garantindo o viço necessário à minha existência humana. Tornou, literalmente, uma eficiente terapia. De tal sorte, que não é exagero quando digo que escrevo com a mesma necessidade que respiro.

Tenho, portanto, muito orgulho e alegria pelo que faço, pelo que já fiz e anseio ainda fazer. Mais do que uma auto homenagem, autopromoção ou autoelogio, trata-se de uma celebração da memória, uma prestação de contas (talvez), e, também, uma ode agradecida e realizada pelos dons que Deus, generosamente, me concedeu e concede até a presente data. Quem venham outras palavras!

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Sobre Claudefranklin Monteiro

Claudefranklin Monteiro Santos
Professor doutor do Departamento de História da Universidade Federal de Sergipe.

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