domingo, 20/10/2019
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Trio Nanã: vozes harmoniosas Foto: Emanuel Rocha

Nanã Trio é a atração de hoje no Café da Gente

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Comemorando três anos de criação do grupo que conquistou o público sergipano reverenciando a mulher na obra de Chico Buarque, as meninas do Nanã Trio estreiam novo show nesta sexta-feira, 12 de abril, no Café da Gente. ‘Flor de Mandacaru’ foi o nome escolhido por Rebecca Melo, Lygia Carvalho e Glória Costa para trazer ao palco novamente uma reverência sonora à mulher, agora, através das musas da música nordestina, com um repertório que promete despertar a memória afetiva do público. Sob a direção musical de Denisson Cleber (violão), a banda traz os talentos de Kelvin Farias no baixo e guitarra; Rafael Jr. na bateria e Ton Toy na percussão.

De acordo com o grupo, o show ‘Flor de Mandacaru’ traz no repertório canções de Gilberto Gil, Caetano Veloso, Djavan, Geraldo Azevedo, Alceu Valença, Lenine, Chico César, Zeca Baleiro, Dominguinhos, Luiz Gonzaga, Pepeu Gomes, entre outros compositores. Da música sergipana, o show incorpora composições de Joésia Ramos, Chiko Queiroga & Antônio Rogério; além de contar com as participações da cantora e compositora Lina Sousa, das pequenas Julia & Laura, e de Lucas Campelo, que além de interpretar música composta em parceria com Glória Costa, entoará na emoção da sua sanfona, Anastácia, figura feminina forte e decisiva para a música nordestina, inclusive para a obra de Dominguinhos, seu objeto de pesquisa maior.

“Iremos reverenciar mulheres que inspiraram canções de uma gama de compositores que nos são caros, como Sandra, Tigresa, Luz de Tieta, Pétala, Tesoura do Desejo, La Belle de Jour, Todas Elas Juntas num só Ser, Moça Bonita, Dona da Minha Cabeça, Feito Mandacaru, Mama África, Salão de Beleza, Mestiça, Diacho de Mulher, e tantas outras”, conta Gloria Costa, uma das integrantes do grupo, que assina o roteiro. Segundo ela, o roteiro também contempla a representação da fé típica da cultura nordestina, em canções que trazem figuras femininas sagradas, como Sexy Iemanjá (de Pepeu Gomes), Ave Maria Sertaneja (de Luiz Gonzaga) e Cordeiro de Nanã (de Mateus Aleluia).

Coerência conceitual

O grupo revela que, o ‘Flor de Mandacaru’ é um encontro conceitual entre os seus dois primeiros projetos, à ‘Flor da Pele’ e ‘Mungunzá’. “Começamos por Chico porque precisávamos de um mote forte, que nos tocasse a alma, mas já no segundo projeto, saímos de Chico e fomos fazer um mergulho nas nossas raízes, na cultura regional, que originou o repertório ‘Mungunzá’ – decisivo para a maturação do grupo e que nos colocou nos maiores palcos do ciclo junino. Inesperadamente, tivemos uma receptividade incrível do público em ambas as propostas, sendo o ‘Flor de Mandacaru’, agora, o encontro de todas essas influências”, explica Rebecca Melo.

Segundo Lygia Carvalho – que além de cantar, também assina a cenografia do show -, uma das maiores preocupações do Nanã Trio é manter uma coerência conceitual e estética interligando todos os projetos. “O ‘Flor de Mandacaru’ vem para atender ao público que não é só amante de Chico, mas da música popular brasileira como um todo. Buscamos manter o fio condutor da proposta, que é essa exaltação ao feminino, mas dentro de um novo recorte, com influências das experiências mais profundas que vivenciamos na pesquisa da nossa cultura regional. Algo que a gente faz questão de manter é esse apuro e carinho no trato com todas as coisas próprias do processo, quando estamos imersas na preparação em cada repertório”, afirma.

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