quinta-feira, 11/08/2022
agronomia
Um grande encontro de amigos agrônomos Fotos: Acervo pessoal

Encontro de amigos, 45 anos caminhando juntos

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A querida amiga Milaid Nicolau, me ligou duas semana antes, convidando para o encontro de sua turma de Agronomia, que iria se reunir no sábado, 23/07, no sítio em que está hospedada a professora Antônia Lima Oliveira. O encontro seria para celebrar os 45 anos de formados.

Sob a organização e orientação de Marco Aurélio, o maestro da turma, foram avisados de que todos deveriam se encontrar em frente ao cemitério Jardim da Paz, na estrada de São José de Ribamar. De lá seguirmos juntos para o sítio, pois era a primeira ida ao sítio da maioria. No adiantado da idade, o local escolhido pelo organizador não era o melhor, mas pelo menos foi do lado de fora do Campo Santo – lugar para onde iremos, um dia, fincar a última morada.

Na hora combinada chegaram os donos da festa, colegas da turma de julho de 1977. Dos nove residentes em São Luís, lá estavam: Marco Aurélio de Sousa Marins, Milaid Costa Nicolau, Raimundo Estevão Amaral Filho, Carlos Magno Veras, Ivaldo Pacheco Ribeiro.

Marco Aurélio conheci através de Milaid. Ivaldo, fazia mais de vinte e cinco anos que não o via. Acompanhado da esposa Madalena, os conheço antes das núpcias, pois um primo foi casado com Laís, cunhada de Ivaldo. Raimundo Estevão e Carlos Magno conheci no sábado. Milaid, amiga próxima, trabalhamos junto.

Os professores Antônia Oliveira – a homenageada – e Evandro Ferreira com Luiz Thadeu e sua companheira Heloísa Helena

Manhã de sol intenso, nos reunimos sob a sombra das árvores no sítio de Lourival e Marinalva, sobrinhos da professora Antônia. Ótimos anfritriões.

Em torno de uma mesa farta: café, suco de cajá, macaxeira frita e cozida, batata doce, a roda de conversa fluiu. Como bons maranhenses gostamos de conversar. Todo maranhense é um Forrest Gump, sabemos contar histórias/estórias.

Marco Aurélio acompanhado da esposa Mel, a fotógrafa do grupo, levaram uma surpresa – professor Evandro. De conversa que flui facilmente, bom alinhador de fatos, mestre Evandro, aos 79 anos, encanta ao narrar fatos vividos e vivenciados ao longo da vida.

Rebobinando memórias, todos contaram casos e causos. Recordaram com os mestres presentes, de passagens hilárias da época em que eram aprendizes.

A homenageada do dia, professora Antônia Oliveira, nossa querida Toinha, era a mais perfeita tradução de felicidade e gratidão. Agraciada com uma placa comemorativa, palavras gravadas contavam da gratidão e do carinho da turma com a querida mestra.

Manter amizades tão longevas é privilégio de poucos. A amizade é algo que tem que ser adubado para germinar, crescer e gerar frutos. Esses 45 anos fortificaram as relações de respeito e parceria da turma de julho/77.

A neurociência já comprovou que a amizade pode fazer um bem enorme à saúde mental e social do indivíduo. Dividir momentos com pessoas, sejam elas do trabalho, da família, amigos do passado pode ser fundamental para mente sadia. Em um mundo conturbado e tóxicos, reunir amigos longevos embaixo de árvores para contar e ouvir histórias vale mais que várias sessões de psicanálise.  Bem-aventurados os que têm amigos, dizem as Sagradas Escrituras.

Sob a batuta do maestro Marco Aurélio, que tão bem sabe reger a afinada orquestra de amigos, desde os bancos da faculdade da antiga FESM, está à frente dos colegas, liderando-os, pois tem o dom nato de congregar pessoas.

Acompanhado de Heloísa Helena, companheira de jornada, agrônomo como os demais colegas, ficamos honrados, gratos e felizes com a gentileza do convite para testemunharmos momentos únicos e especiais.

Que venham os próximos 45 anos de amizade, parceria, companheirismo, e que mais colegas da turma possam se reunir para celebrar a vida.

Vida longa aos mestres Antônia Lima Oliveira e Evandro Ferreira das Chagas, sábios no outono da idade, professores no passado, amigos hoje.

Meu respeito e admiração a todos.

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(*) Luiz Thadeu Nunes e Silva é engenheiro agrônomo, palestrante, viajante, cronista, autor do livro “Das muletas fiz asas”. Um pouco de tudo, menos aposentado.

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