quinta-feira, 14/01/2021
A Sirha acontece na São Paulo Expo até amanhã, 16

Empreendedores sergipanos participam de Feira Internacional em São Paulo

Uma missão técnica com dez empresários do setor de Alimentação Fora do Lar e dois empreendedores do agronegócio estão participando SIRHA, Salon International de La Restauration, de L’hôtellerie et de L’alimentation, a maior feira de gastronomia e hotelaria. O evento está sendo realizado na São Paulo Expo, de 14 a 16 de março, na cidade de São Paulo. Os empreendedores estão sendo assessorados por técnicos do Sebrae em Sergipe, responsáveis pela missão.

Os produtores rurais estão expondo na Feira a castanha de caju e a farinha de batata doce, produtos selecionados nacionalmente para representar Sergipe no espaço Terroir, organizado pelo Sebrae nacional. Já os empresários do Pólo Gastronômico Sergipe estão à procura de inovação na gastronomia, troca de experiências e acesso a novos conhecimentos. Ambos fazem parte dos Projetos Crescer no Campo – Gestão da Agroindústria no Agreste Central e SE Food Experience.

“É fundamental que os empresários sergipanos participem de missões como essa, pois têm oportunidade de conhecer as novidades internacionais nos ramos da gastronomia e hospedagem. O mais interessante é que unimos empreendedores da agroindústria, fornecedores de insumos como a castanha de caju e a farinha de batata doce, com os empresários da gastronomia, donos de bares e restaurantes”, explica Bianca Faria, analista do Sebrae e gestora do Projeto SE Food Experience. Além de Bianca, quem também participa da missão é a analista Luciana Oliveira, da Unidade de Agronegócio do Sebrae.

Produtos selecionados –  A participação da castanha de caju produzida no povoado Carrilho, em Itabaiana, e a farinha de batata doce do município de Moita Bonita foi viabilizada pelo Sebrae, que disponibilizou um espaço para a divulgação, degustação e venda dos alimentos. Também marcam presença no local 61 produtores rurais representando outros 20 estados.

Além da castanha de caju e da farinha de batata doce, também estão sendo expostos produtos como o chocolate produzido no Espirito Santo, cafés, doces e queijos artesanais confeccionados em Minas Gerais, a cerveja artesanal criada no Amapá e a flor de sal do Rio Grande do Norte. Todos eles foram selecionados por um júri, que levou em consideração critérios como a certificação orgânica, apelo gourmet e a presença de características que valorizassem a cultura, origem e tradições das regiões onde são fabricados.

Diferenciais – Um dos diferenciais da castanha sergipana é que ela é a única cujo processo de torrefação é natural, ou seja, sem a utilização de aditivos químicos, e sustentável, já que utiliza a casca do produto para aquecer os fornos. É a segunda vez que a castanha do Carrilho é exposta no evento. Em 2016, ela também foi uma das escolhidas para serem divulgadas na Feira.  O produto fez tanto sucesso que no ano seguinte foi um dos selecionados pelo Sebrae para representar o Brasil na edição mundial da Sirha, realizada na França.

Já a farinha de batata doce foi desenvolvida pela Cooperativa de Produtores da Agricultura Familiar e Solidária de Moita Bonita (Cooperafes). O município é responsável pela produção de cerca de 50 mil toneladas de batata doce por ano, 90% dela cultivada em pequenas propriedades rurais. A farinha possui elevados índices de betacaroteno, ômega 3, fibras, vitaminas e minerais.

Para José Joelito, presidente da Cooperafes, participar do evento está sendo muito importante, a Cooperativa está conseguindo fazer muitos contatos, divulgando a farinha de batata doce para um dos setores que mais cresce no mundo, que é o da gastronomia e hotelaria.

“Muitas pessoas estão conhecendo nosso produto, inclusive sugerindo receitas. Fizemos vários contatos com possibilidades reais de representação em são Paulo. Tenho boas expectativas com a participação nesse evento, acho que vai render bons frutos, principalmente em relação a representação, que hoje é o maior gargalo na comercialização. Ter alguém que trabalhe na área, tenha conhecimento e que possa levar nosso produto até o consumidor final”, destaca José Joelito. 

Além da divulgação dos produtos, os expositores estão tendo oportunidade de participar de uma rodada de negócios, palestras e workshops. Até sexta feira cerca de 15 mil pessoas devem circular pela estrutura montada na São Paulo Expo.

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