sexta-feira, 26/01/2024
Problema - Solução

Um grito de alerta

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Por Manuel Luiz Figueiroa (*)

 

Não! Não! Não ao suicídio. Não! Não! Não!

 

É fato que as pessoas estão cometendo o ato de tirar a própria vida com mais frequência e, para esse ato, várias são as explicações. Entretanto, esse fato, sem dúvida, passa por se sentir impotente diante dos problemas que para elas são impossíveis de solução.

Aqui, interpreta-se problema como “uma questão social que traz transtornos e que exige grande esforço e determinação para ser solucionado” (fonte: Google). Então, depreende-se que com esforço e determinação é possível encontrar uma solução a contento. Encontrar a solução não é fugir, e sim aceitar a situação de desconforto e superá-la.

Todos estão acostumados a conviver com diferentes momentos: alegria, tristeza, sucesso, insucesso, vitória, derrota etc. Aqueles de alegria, sucesso e vitória produzem no corpo a endorfina que proporciona momentos de bem-estar. Já tristeza, insucesso, derrota catalisam adrenalina mantendo o corpo em situações de alerta para momentos desagradáveis.

O que faz um momento agradável ou desagradável? O que transforma um instante prazeroso ou estressante?

O piloto de aeronave convida um amigo para um voo panorâmico no litoral de uma cidade brasileira. Para o piloto, o fato de estar conduzindo uma máquina voadora, que o permite apreciar a beleza da obra de Deus e que sente a mão do Criador amparando-o, vivencia o resultado proveniente da endorfina na sua corrente sanguínea. O mesmo fato de voar e deliciar-se com a beleza da natureza, o carona produz epinefrina vivenciando momento de estresse.

Como analisar um mesmo fato, no caso o de voar, proporcionar em duas pessoas distintas conforto e desconforto no piloto e carona respectivamente?

O conforto no ato de voar indica uma perfeita harmonia entre o homem, a máquina e o ambiente em que estão inseridos. Já o desconforto, dentre outros aspectos, ocorre pelo desconhecimento dos fatores aerodinâmicos que permitem o alçar no espaço.

Voltando ao foco da questão, analisando o comportamento dos extremistas que encontram razão na solução final, fugindo de um problema específico que está sendo vivenciado. Primeiramente, defende-se a hipótese de que não há problema insolúvel e, assim sendo, a busca da superação passa pelo estudo e compreensão da questão em foco. A análise do antes, do atual e do futuro, provavelmente indicará uma direção que será menos traumatizante. As decisões do ontem trazem consequências para o hoje e as de hoje levam a colheita do amanhã.

Os jovens e adultos, também, necessitam compreender que a estrada da vida possui retas e curvas. Nas retas, o sentimento é de confiança em razão de se estar visual com o caminho à frente; nas curvas necessita-se de cautela em razão da incerteza do que há de vir ao ultrapassá-las. Ocorre que a estrada precisa ser percorrida, com confiança ou com cautela, para as retas ou curvas respectivamente, pois viver a vida, aprimorando a pessoa humana de cada um é o compromisso dos viventes com o seu Criador. Esse compromisso, com Deus, o Grande
Arquiteto do Universo, é o único que não pode ser rompido, e é um preceito maior para a continuidade da espécie humana.Depois de uma curva na estrada da vida, geralmente vem uma reta, depois da tempestade vem a calmaria, como costumam dizer os marinheiros, portanto aguente firme, pois a vida no mar ou em qualquer outro lugar é assim mesmo.

Conclui-se que no viver é costumeiro presenciar problemas que possam parecer insolúveis, mas parecer não é ser e, portanto, a questão é compreendê-los e encontrar a forma de superar mais uma curva na estrada da vida. Cada curva ultrapassada gera conhecimento e segurança, com a devida cautela, para superar outras curvas que com certeza virão. É como num voo onde a presença da turbulência será superada em uma questão de tempo, visto que, exige do comandante conhecimento e confiança nas forças que atuam sobre a aeronave, levando-o a compreender que aquele momento turbulento também faz parte do cotidiano de um voo.

Da mesma forma, qualquer que seja o enfrentamento, este pode ser encarado como parte da normalidade da vida e está na forma como o guerreiro se disporá para superá-lo qualquer que seja a magnitude do mesmo. Decisões intempestivas sempre trazem consequências inapropriadas, o que nos leva a compreender que existe o tempo certo para a ação de enfrentamento qualquer que seja o fato provocante.

Decidir fora do tempo, agir no momento inadequado, não pode trazer resultado satisfatório. Por outro lado, o ato do suicídio é, sem dúvida, a retirada do palco da vida e esta que é participativa com todos aqueles que os cercam. O suicídio traz consequências irreparáveis para toda uma comunidade, quando o fato causador de todo o desconforto poderia ser superado simplesmente por uma questão de tempo. Levante-se masmorras a intempestividade e construa-se templos a decisões no tempo certo. Viva a vida! Viva a vida! Viva a vida!

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Sobre Manuel Luiz Figueiroa

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Professor Manuel Luiz Figueiroa é aprendiz maçom da Loja Maçônica Clodomir Silva

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