segunda-feira, 19/08/2019
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Gualberto colocou o mandato parlamentar em xeque perante os servidores públicos

“Se o governo não cumprir, renuncio”, diz Gualberto

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O deputado estadual Francisco Gualberto, PT, disse hoje, 15, que renuncia ao mandato, caso o Governo de Sergipe não cumpra com a palavra de colocar na conta bancária do servidor que estiver interessado em fazer empréstimo no banco para receber total ou parcialmente o décimo terceiro salário, a prestação, mais juros e o IOF. Segundo o parlamentar, “se o governo não cumprir eu renuncio ao meu mandato aqui nesta Casa” . E completou: “não iremos deixar o servidor sem receber o 13º. Mesmo que não seja pela forma tradicional”, pois não costuma “ficar em cima do muro”.

De acordo com o  projeto aprovado pela situação – com o voto contrário da deputada Ana Lúcia Menezes, PT – o servidores terão um abono no valor de pouco mais de 12% sobre o valor líquido do 13º salário, como forma de compensar o atraso do pagamento da gratificação natalina.  Mas para os sindicalistas que lotaram as galerias da Assembleia Legislativa, tudo não passa de um golpe do governo para não dar aumento no próximo ano.

Enquanto os sindicalistas foram contrários a aprovação do projeto, Gualberto garante que confia plenamente no governador Jackson Barreto.  Ele disse que, apesar de ter explicado o projeto, tanto na Comissão de Constituição e Justiça, como no plenário, foi insultado e desacatado por servidores públicos. Daí, o texto distribuído por sua assessoria de imprensa chama os servidores de “baderneiros” e alega que foi preciso a intervenção do presidente da Casa, Luciano Bispo, que mandou os policiais retirá-los do local para a sessão seguir normalmente.

Além da deputada Ana Lúcia, votaram contra ao projeto os deputados Antônio dos Santos (PSC), Maria Mendonça (PP), Vanderbal Marinho (PTC), Georgeo Passos (PTC), Gilson Andrade (PTC), Venâncio Fonseca (PP) e Valmir Monteiro (PSC).

Para o deputado Georgeo Passos, o Governo do Estado não inspira confiança. Já o deputado Valmir Monteiro, líder da oposição, afirmou que a falta de pagamento do 13º não tem nada a ver com falta de recursos.

“Neste ano, o ICMS teve aumento de R$ 144 milhões, montante que seria suficiente para pagar o décimo e aumento de 11,8% no FPE [Fundo de Participação dos Estados]”, disse. “Sem contar com a ajuda financeira que o estado recebe do governo federal, que ainda não chegou. Mas vai chegar até o próximo dia 20. Por isso voto a favor na comissão, mas encaminho voto contra no plenário”, declarou.

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