quinta-feira, 02/09/2021
José Erivaldo em uma de suas muitas ações no interior do Estado Fotos: Arquivo de Família

José Erivaldo de Souza: “um grande ser humano e profissional dedicadíssimo”

“Uma boa pessoa e profissional dedicadíssimo.” “Ele é um grande ser humano.” “Foram muitas caminhadas pelo interior, fundando cooperativas e orientando outras que já existiam”. Esses são apenas alguns relatos de pessoas sobre a personalidade do técnico agrícola e economista José Erivaldo de Souza que, amanhã, sábado, 23, completará 74 anos. Natural da cidade de Ribeirópolis, José Erivaldo tem como grande paixão o cooperativismo, atividade que se dedicou quase que a vida inteira, para oferecer uma melhor oportunidade de sustento ao homem do campo sergipano.

Erivaldo com filhos e netos: descontração

Quem bem conhece o empenho de José Erivaldo em dar orientação em cooperativas é o funcionário público aposentado Esdras Elias Dantas. “Foram muitas caminhadas pelo interior fundando cooperativas. Tivemos essa experiência”, conta Esdras, ao lembrar das dificuldades na época. “O Erivaldo tinha que orientar as cooperativas que não deram certo e buscava acertar as coisas, registrar, adquirir os selos de inspeção federal, municipal e estadual para ter certificado nas mercadorias. Ele explicava tudo com muita técnica e quando os dirigentes das cooperativas seguiam as orientações, tudo dava certo”.

Além de orientar os cooperados, José Erivaldo conversava com os prefeitos, a começar por Ribeirópolis, sua terra natal, entre outros. “Tivemos oportunidade de conversar com deputados, prefeitos. Sempre em prol do cooperativismo”, recorda-se Esdras.

Emdagro

“Nós trabalhamos juntos por muito tempo. Ele foi técnico em Itaporanga D’Ajuda e eu em Salgado, nos encontramos para trocar experiências. Erivaldo é um excelente técnico agrícola e quando concluiu o curso de Economia, na Universidade Tiradentes (Unit), foi para a assessoria de planejamento da Emdagro”.

Erivaldo com os colegas da Emdagro

O relato é do técnico agrícola e economista da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário (Emdagro), Paulo Alves, ao se referir a José Erivaldo. “Ele é um excelente técnico, com muito conhecimento em adubação, por exemplo, e eu sempre buscava a orientação dele”, lembrou. “Ele foi presidente do Conselho do Desenvolvimento de Areia Branca (Coden)”, recorda-se.

Em agosto do ano passado, a Emdagro publicou o documento “Preços médios de arrendamento e venda de terra agrícola” que, segundo o diretor-presidente da empresa Jeferson Feitoza de Carvalho, “analisa e disponibiliza informações sobre o setor rural do estado de Sergipe para os órgãos públicos e privados e profissionais que atuam direta ou indiretamente com as atividades econômicas e sociais do setor primário”.

José Erivaldo foi um dos economistas da Emdagro que trabalhou na elaboração desse documento. Caso você queira ter acesso a esse material, pode clicar aqui.

Muitos ofícios

Além de técnico agrícola e economista, José Erivaldo teve muitos outros ofícios ao longo da vida. Quem conta é o filho dele, o engenheiro de produção, Alisson Souza. “Meu pai foi dono de livraria, de loja de material de construção, de mercearia, frutaria e foi produtor rural, em sua propriedade, localizada no povoado Grotão, no município de Estância, onde por muitos anos foi um dos pioneiros a produzir o mamão tipo japonês  no Estado. Portanto, além de comerciante, atuou na Fetase (Federação dos Trabalhadores da Agricultura do Estado de Sergipe), sendo depois funcionário público, hoje aposentado”, disse.

José Erivaldo e a esposa Maria Ieda, já falecida

Para Alisson, o seu pai é um exemplo de honradez e dignidade. “Junto com minha mãe, Maria Ieda de Carvalho Souza, professora aposentada pelo Estado, soube criar seus filhos e hoje contribui com a educação dos netos”, frisou. Além de Alisson, Erivaldo é pai da biomédica Paula Andreza, e tem os netos João Vitor Santos Souza, 8 anos, Pedro Cael Santos Souza, 13 anos, e Paulo Marcelo Carvalho Silva, 3 anos. O patriarca da família ficou viúvo no dia 5 de junho do ano passado. A senhora Maria Ieda foi uma das 2.697 vítimas fatais da Covid-19 em Sergipe. O número de mortos pela Covid-19 é da Secretaria Estadual de Saúde, atualizado até o dia 21 de janeiro.

A biomédica Paula Andreza recorda os ensinamentos do pai. “Ele nos falava que a vida é difícil, assim como foi para ele desde pequeno, quando necessitou sair menino de casa para estudar em outra cidade”, disse.

“Filho de pai e mãe católicos, assim que teve uma vaga numa escola que seguisse regras de ensino rígidas, meu pai foi estudar, mas não acompanhava direito porque não se alimentava bem. Naquele tempo não existia apoio da família, que não tinha recursos financeiros”, afirmou. “Ele passou por dificuldades, mas nunca nos deixou faltar nada. Ele fala de amor para nós com os olhos. Meu pai é o grande amor da minha vida”, resume.

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