quarta-feira, 23/10/2019
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Milhares de pessoas foram às ruas em Aracaju Fotos: Jorge Henrique

Ato contra corrupção reúne 20 mil na Atalaia

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Cerca de 20 mil pessoas, segundo os organizadores, participaram hoje, 13,  à tarde, na orla da Atalaia, das manifestações pedindo  a renúncia da presidente Dilma Rousseff e o fim da corrupção no país. O número de pessoas superou até os organizadores, que tinham previsto cinco mil pessoas. Entre os manifestantes, estava o deputado federal Laércio Oliveira (Solidariedade), que disse que se pudesse votaria pela saída imediata da presidente da República, para que o clamor popular fosse atendido.

Deputado Láercio Oliveira: "se pudesse já teria votado a saída de Dilma"
Deputado Láercio Oliveira: “se pudesse já teria votado a saída de Dilma”

Com uma camisa da Seleção Brasileira, Laércio Oliveira afirmou que o fato da população ter saído às ruas neste domingo, pedindo, não só o impeachment, mas, também, o fim da corrupção, indica um sinal de maturidade. Assim como  o parlamentar, o desempregado  João Leite protestava, inconformado com a política econômica petista.  Em janeiro deste ano ele pediu demissão  de uma concessionária de caminhões pesados, por causa da queda nas vendas. “Em 2014, vendi 40 cavalos mecânicos, cada um custando R$ 300 mil. Em 2015, vendi 14 e este ano eu fiz um acordo com a empresa e saí”, disse.

Embora não estivessem participando diretamente das manifestações, a comerciante  Fabíola Gama, e  a professora aposentada,   Rosivânia Amor,  disseram que  é importante que  haja uma mudança significativa nesse país.  O técnico em edificações, Jorge Aragão, foi um dos motociclistas que abriu a caminhada na orla da Atalaia. “Estou insatisfeito com tudo isso que está acontecendo no Brasil. Para mim esse é um ato contra corrupção, independente do partido. Não estou aqui por causa de partido. Acho que quem é corrupto tem que pagar por isso”, disse.

Quando a passeata chegou a Passarela do Caranguejo, um dos pontos turísticos da capital, um boneco inflável do ex-presidente Lula saiu algemado por “policiais federais” sob as palmas da população.

A Polícia Militar, que não divulgou o número de participantes,  montou um esquema de segurança discreta. O Batalhão de Choque estava de prontidão, mas não precisou interferir em nenhum momento, pois não foi registrado nenhum incidente. Por diversas vezes, durante a caminhada, os manifestantes entoaram o Hino Nacional. Com faixas e cartazes, eles não só pediam a saída de Dilma e a prisão de Lula, como também elogiavam o juiz federal Sergio Mouro, que conduz a Lavajato.

Palácio do Planalto – Em nota divulgada no início da noite de hoje, a  Presidência da República,  defende a liberdade da manifestação das pessoas e ressalta o caráter pacífico dos atos, além da maturidade do país que sabe conviver com as opiniões divergentes.

“A liberdade de manifestação é própria das democracias e por todos deve ser respeitada. O caráter pacífico das manifestações ocorridas neste domingo demonstra a maturidade de um País que sabe conviver com opiniões divergentes e sabe garantir o respeito às suas leis e às instituições”, diz o texto, assinado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

A presidente Dilma Rousseff passou o domingo no Palácio da Alvorada acompanhando pelo noticiário e por interlocutores as mobilizações pelo País. Ao longo da tarde, Dilma reuniu um grupo de ministros no Palácio do Alvorada para definir a resposta que o governo daria às manifestações.

 

 

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