domingo, 18/08/2019
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Pleno do TJ mantém ilegalidade da greve dos professores

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Por sete votos a três, o Pleno do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJ) decidiu hoje pela manhã manter a ilegalidade da greve dos professores da rede estadual que  na quarta-feira (18) completa um mês. Após a divulgação do resultado, um constrangimento para os desembargadores: uma professora, identificada apenas como Ana Lúcia,  que leciona em Tobias Barreto, leu uma citação do jurista que diz o seguinte: “eu bem quisera reclamar da Justiça, mas não sei onde a justiça mora;  e quando o soubesse, não fica bem a um homem velho entrar de dia em casa de uma prostituta”. O prédio do TJ leva o nome de Tobias Barreto. A atitude da professora deixou todos perplexos e em silêncio no auditório do Pleno.

Nas contas do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Sergipe (Sintese), cerca de cinco mil pessoas acompanharam a votação em frente ao  prédio do TJ, na praça Fausto Cardoso. Por volta das 9 horas da manhã, eles cantaram o Hino Nacional e depois ficaram nas barracas armadas. A todo tempo  categoria gritava palavras de ordem.

Para chamar atenção da população, o Sintese colocou uma grande faixa em frente ao TJ, com a frase “Não se faz justiça com injustiça. A greve e o piso salarial são diretos constitucionais”. Além disso, foram postas diversas cruzes, pintadas de preto com os dizeres:  alunos sem merenda, perseguição política, baixos salários, transporte precário, doenças do trabalho, entre outras.

Quando foi anunciado o resultado da votação, a decepção foi geral. Para o diretor de comunicação do Sintese, Joel Almeida, o resultado foi injusto  pois os sete desembargadores  acompanharam a decisão do relator, José dos Anjos, que a  considerou ilegal. Os que votaram pela legalidade da greve foram os desembargadores Cezário Siqueira  e Iolanda Guimarães, além do juiz convidado Gilson Félix.

Os que votaram pela ilegalidade da greve foram os desembargadores Roberto Porto, Osório Ramos Filho, Edson Ulisses de Melo, Ruy Pinheiro,  Alberto Romeu Gouveia Leite, Elvira Maria de Almeida Silva e  José dos Anjos.  Alguns minutos depois da votação, começou a circular nas redes sociais os salários destes desembargadores que foram pesquisados e variam entre R$ 36.294 a R$ 60.878,87. Estes dados foram colhidos no site no próprio TJ (www.tjse.jus.br/csp/tjse/transparenciaClientes.csp)

Assembleia – Depois da reunião do pleno,  os professores fizeram um ato no prédio do TJ. A presidente do Sintese, Ângela Melo, disse que a categoria é forte e  que, para eles, a greve é legal porque todos lutam para que o Governo do Estado pague o reajuste do piso – 13,01%. Ela lamentou que não há, por parte do governo, nenhum  aceno para negociação.

Neta quarta, às  9  horas, eles fazem uma assembleia em frente ao Palácio dos Despachos, onde estão acampados desde o dia 27 de maio para decidir os rumos do movimento. Num discurso emocionado, a presidente do Sintese, Ângela Melo, disse que são os professores que decidem se a greve é legal ou não.  Alunos de diversas escolas estiveram na praça Fausto Cardoso, dando apoio aos professores.

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