segunda-feira, 19/10/2020
As escolas sergipanas estão sem aulas presenciais

Pesquisa CNM: mais da metade dos gestores sergipanos não querem retorno das aulas presenciais

Um levantamento feito pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) revelou que em 41 municípios sergipanos (de um total de 75) pesquisados, 28 gestores (68,3%) acreditam não ser possível retomar as aulas presenciais neste ano, enquanto 12 (29,3%) veem a possibilidade de retornar às aulas presenciais em 2020. As escolas estão fechadas desde março devida à pandemia da covid-19. De acordo com a CMN, 3.275 (82%) municípios brasileiros ainda veem condições sanitárias para retornar às aulas presenciais na rede básica este ano.

Pelo menos 38 gestores (95,1%) afirmaram que não têm data definida para o retorno das atividades presenciais na rede municipal de ensino, e apenas dois dos municípios pesquisados (4,9%) têm uma data para reabertura das escolas. “Decidir pela não retomada das aulas não representa uma posição omissa em relação à garantia do ano letivo, ao contrário, indica uma postura responsável e cautelosa do gestor, em razão da preocupação com o aumento da disseminação do vírus”, informa a CMN.

A pesquisa apontou que 34 redes de ensino (82,9%) do total de municípios pesquisados estão oferecendo atividades pedagógicas não presenciais aos estudantes durante o fechamento das escolas, tanto da educação infantil quanto do ensino fundamental, embora 17,1% ainda não tenham definido ações para continuidade das atividades de forma remota.

Do total de municípios que estão oferecendo ensino remoto, 31 (91,2%) têm distribuído materiais impressos aos alunos, alternativa adotada pela quase totalidade das redes de ensino. Ressalta-se que são bastante diversificadas as estratégias conjugadas a outros tipos de atividades realizadas por meio de recursos digitais como aulas gravadas, plataformas de ensino, televisão, rádio, aplicativos e outros.

Uma questão importante é o investimento na formação docente que, segundo a pesquisa, já vem sendo realizada em 64,7% dos municípios (22) como uma ação necessária e fundamental para alcance dos objetivos educacionais.

Plano de contingência

Os planos de contingência, elaborados de forma articulada entre as áreas da Educação e da Saúde para o retorno das aulas presenciais, são pré-requisitos necessários para que as atividades sejam retomadas de forma segura, sem que isso contribua para o aumento dos riscos de disseminação do vírus.

Em 29 municípios (70,7%) os planos de retorno já se encontram elaborados ou em fase de elaboração e 12 (29,3%) ainda não estão com seus planos de contingência  construídos, devido à complexidade do processo de articulação interfederativa que precisa ser finalizado para definição dos protocolos.

Destaca-se que 26 municípios (63,4%) já estabeleceram um comitê ou colegiado interdisciplinar com profissionais de Educação e Saúde para definição de ações conjuntas e de articulação no processo de elaboração dos planos para retorno das aulas.

No Estado de Sergipe, 21 municípios indicam o retorno gradual às aulas (72,4%) e 25 apontam o sistema de rodízio (86,2%) como as medidas mais frequentes a serem adotadas para a retomada das aulas presenciais. Isso significa que nem todos os grupos de alunos retornarão ao mesmo tempo para a sala de aula para facilitar o distanciamento social. Destaque para o modelo de ensino híbrido, apresentado por 24 municípios (82,8%) como uma estratégia para garantir o ano letivo e recuperar os possíveis déficits de aprendizagem ocasionados pela pandemia.

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