domingo, 21/02/2021
Os investidores terão de sair de suas zonas de conforto e agir Foto: Pixabay

O investidor tem que ter “visão de águia”

David Rocha (*)

O tempo em que podíamos apenas colocar o dinheiro de forma passiva em uma Caderneta de Poupança, ou até mesmo em Títulos Públicos, ficou para trás. Agora aquele que buscar investir tem que enxergar seus investimentos como uma empresa e se tornar mais ativo na alocação de seus recursos, para conseguir com isso o rendimento esperado e até uma fonte de renda extra.

O investidor tem que assumir uma postura empreendedora com relação às suas finanças e investimentos, para com isso conseguir um retorno não somente razoável, mas sim expressivo.

Em 2021 começaremos a pagar as contas de 2020, mas isso não será nem de longe as perspectivas de crescimento da economia e das oportunidades de investimentos. Na verdade, é nesse ponto que você como investidor encontrará diversas oportunidades.

Essas oportunidades se darão no mundo dos investimentos para todos, mas somente aqueles que se prepararem para aproveitá-las conseguirão ter bons resultados. Os investidores terão de sair de suas zonas de conforto e se perguntarem: “O que eu ainda não sei?” E agir para sanar essas dúvidas.

Quando falo que o investidor deve ser, também, um empreendedor não estou dizendo para ele sair montando empresas (mas pode fazer isso também). Quero, na verdade, chamar a atenção ao fato de não fazer algo de forma passiva.

Por exemplo:

Sabemos que em 2020 muitos empregos foram perdidos e isso afeta o consumo e também a possibilidade de crescimento das empresas. Mas muitas empresas estão fazendo I.P.O (oferta pública inicial) na Bolsa nesses últimos tempos. Ao pensarmos em investir em algumas dessas empresas, podemos olhar quais têm os melhores planos de expansão e geração de empregos. Assim, nossos investimentos não só terão mais chance de multiplicar como também ajudará a realocação da força de trabalho.

Também é importante olharmos sobre as empresas E.S.G que vêm trazendo uma visão de se importar com o meio ambiente, com as perspectivas sociais e a governança coorporativa que auxilia o investidor a saber se vale a pena continuar investindo nela. Ao investir nessas empresas criamos uma pressão para que o mercado se volte para esses assuntos.

Por fim, foque em aprender. Saiba a importância da diversificação de carteira e saiba como diversificar. Aprenda o poder dos juros compostos e também como balancear a carteira de tempos em tempos. Aprenda a avaliar seus investimentos de maneira correta e não apenas deixar um dinheiro parado em algum lugar.

Seu dinheiro é um funcionário seu e como tal ele deve gerar um retorno para você e para a sociedade como um todo.

Aqui no Só Sergipe deixei um texto sobre diversificação que recomendo muito que você leia e saiba o porquê da diversificação.

Leia também: A importância da Educação Financeira para a vida

(*) David Rocha escreve semanalmente, às terças-feiras. Ele é assessor de investimentos e educador financeiro, que vive o mercado diariamente, desde 2011, e autor do livro Tesouro Direto – Um Caminho para a liberdade financeira de 2016.

** Esse texto é de responsabilidade exclusiva do autor.  Não reflete, necessariamente, a opinião do Só Sergipe.

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