segunda-feira, 10/08/2020
Desta vez, o protesto foi na praça do Mini Golf

Mais protestos contra Dilma em Aracaju

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Com gritos “fora Dilma, fora PT” e com faixas e cartazes de apoio ao juiz federal Sérgio Mouro, integrantes dos grupos Basta e Livre fizeram uma manifestação na praça do Mini Golf, em Aracaju, durante a 33ª Corrida São Cristóvão-Aracaju. O evento esportivo foi uma das atividades ocorridas hoje para comemorar os 161 anos de emancipação política da capital, que passou do município de São Cristóvão para Aracaju, em 1855.

De acordo com o Murilo Gomes, do grupo Basta, a intenção da mobilização desta quinta-feira, foi protestar contra a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como ministro chefe da Casa Civil.  “Como ocorre em todo Brasil, também queremos a saída da presidente Dilma Rousseff”, disse Murilo. Para Mateus Ramalho, do Livres, é importante lutar pela moralidade e legalidade do setor público, por respeito à população.

Da praça do Mini Golf, os manifestantes saíram em passeata até o bairro 13 de Julho, também na zona sul da capital. Segundo Murilo Gomes, as mobilizações em Aracaju são feitas através das redes sociais. Essa é a terceira vez, essa semana, que na capital são realizados atos contra o governo Dilma Rousseff. O primeiro foi no domingo, o segundo na noite da quarta-feira, quando foram tornados públicos os áudios das conversas telefônicas entre Lula e Dilma. E agora, contra a posse de Lula como ministro chefe da Casa Civil.

Impeachment – Enquanto o povo  estava nas ruas, o Plenário da Câmara dos Deputados aprovava, por 433 votos a 1, a lista com as indicações dos líderes partidários para a composição da comissão especial do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

O pedido de impeachment por suposto crime de responsabilidade foi apresentado pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr. e Janaína Paschoal. Esse pedido foi aceito pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, em dezembro de 2015.

No pedido, os autores argumentam que Dilma ofendeu a lei orçamentária, nos anos de 2014 e 2015, ao ter autorizado a abertura de créditos orçamentários, ampliando os gastos públicos, incompatíveis com a obtenção da meta de resultado primário prevista nas leis de diretrizes orçamentárias (LDO) dos dois anos.

Com informações da Câmara dos Deputados

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