segunda-feira, 21/10/2019
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Mais de 12 mil pessoas perderam o emprego em Sergipe

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Sergipe perde mais de 12 mil trabalhadores no primeiro semestre de 2016. Os números do mercado de trabalho em Sergipe continuam mantendo declínio ao longo dos seis primeiros meses de 2016. Os dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego via Caged, analisados pela Assessoria de Economia da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Sergipe, mostra que no primeiro semestre do ano foram fechados 12.277 postos de trabalho no estado. Em  junho de 2016 foram eliminados 647 postos de trabalhos celetistas em Sergipe, equivalente à retração de 0,22% em relação ao estoque de assalariados com carteira assinada do mês anterior.

Os setores do mercado que mais promoveram demissões foram a construção civil, com 632 postos de trabalho fechados no mês de junho, comércio, com 444 demissões, e o setor de serviços, que contou com a baixa de 241 postos de trabalho. Já a indústria de transformação e a agropecuária apresentaram saldo positivo na geração de empregos no mês de junho. A agropecuária gerou 386 novas vagas no mercado de trabalho e a indústria promoveu 366 novos empregos para trabalhadores sergipano em junho.

Ao longo do semestre, todos os setores da economia, à exceção da administração pública, obtiveram perdas de postos de trabalho em Sergipe. A indústria fechou o semestre com saldo de -5.469 trabalhadores, a agropecuária com -1.956, o comércio teve -1.698 empregos, a construção civil perdeu -1.433 obreiros, os serviços industriais de utilidade pública fecharam o período com -910 vagas, o setor de serviços sofreu com -892 postos de trabalho perdidos, e a indústria extrativa mineral encerrou o semestre com -8 trabalhadores. O único setor que obteve saldo positivo foi o de administração pública, que fechou os primeiros seis meses do ano com 89 trabalhadores a mais em seus quadros.

O presidente da Fecomércio, Laércio Oliveira, comentou a situação de desemprego em Sergipe, alertando que ainda demorará um pouco para que a economia se recupere e volte a gerar postos de trabalho. “As expectativas para os próximos seis meses continuam pessimistas, pois a conjuntura da economia mostra que a atividade econômica ainda vai demorar um pouco. Há uma sensação de que as coisas começaram a melhorar. Entretanto, os sinais ainda são muito tímidos. A alta inflação, os juros altos e a possibilidade de aumento dos impostos mantém a projeção negativa do mercado de trabalho, não apenas em Sergipe, bem como no Brasil. E quanto mais empregos perdidos, menos pessoas no mercado consumidor, o que implica na continuidade da recessão”, alertou Laércio.

Um fato importante é que a indústria de produtos alimentícios, bebidas e álcool etílico  teve saldo positivo em junho, ou seja, a geração de 633 empregos, assim como a agricultura, que obteve um saldo positivo de 386 contratações. A recessão econômica vem causando problemas em todas as atividades econômicas, não se restringindo ao comércio e aos serviços. O primeiro semestre de 2016 já soma uma quantidade de 12.277 trabalhadores demitidos.

Laércio Oliveira lembrou que o mais agravante desse quadro é que são trabalhadores oriundos de empresas formais que estão aumentando a fila de desempregados em Sergipe. “O desemprego não se restringe a capital do estado. Em junho, os municípios de Aracaju (-838), Nossa Senhora do Socorro (-320), Itabaiana (-117) e São Cristóvão (- 114) lideraram as demissões. Setores importantes da nossa economia continuam demitindo significativamente, a exemplo da construção civil (-632), comércio (-444) e serviços (-241). A construção civil continua desaquecida”, afirmou.

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