Programa estadual enquadrou 22 empreendimentos até setembro, com previsão de 1.103 empregos; seis projetos foram aprovados no terceiro trimestre
Projetos industriais que somam aproximadamente R$ 200,7 milhões em investimentos e preveem a geração de 1.103 empregos diretos receberam aprovação para enquadramento no Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI) entre janeiro e setembro de 2026. Ao todo, 22 novos empreendimentos foram contemplados pela política de incentivos do Governo de Sergipe. Desse conjunto, seis tiveram o enquadramento aprovado pelo Conselho de Desenvolvimento Industrial (CDI) no terceiro trimestre, representando R$ 15,4 milhões em investimentos projetados e 153 postos de trabalho previstos.
Os seis projetos mais recentes estão distribuídos entre Nossa Senhora do Socorro, Muribeca, Nossa Senhora da Glória e Estância. As atividades abrangem produção de alimentos, produtos de limpeza, frigorífico, fabricação de farinha de milho, confecção e eletrodomésticos.
O PSDI é gerido pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), com a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise) entre os órgãos executores. O programa oferece mecanismos de incentivo fiscal e locacional para empreendimentos que atendam às exigências legais.
Os valores anunciados correspondem a investimentos projetados pelas empresas, enquanto os postos de trabalho representam estimativas de geração de empregos. Portanto, não significam, necessariamente, recursos já aplicados ou contratações realizadas.
“Os dados mostram a diversidade dos segmentos que estão sendo enquadrados pelo programa e a distribuição dos projetos entre diferentes municípios. O papel do CDI é analisar os empreendimentos conforme os critérios previstos para a concessão dos incentivos”, afirma o secretário da Sedetec e vice-presidente do CDI, Valmor Barbosa.
Seis empresas contempladas
Em Nossa Senhora do Socorro, dois empreendimentos receberam aprovação. A Cooperativa Agroindustrial Coopaiba, voltada à fabricação de conservas de frutas, foi contemplada com incentivos fiscal e locacional. O projeto prevê investimento de R$ 2,4 milhões e geração de 38 empregos diretos.
Também no município, a empresa Chrystiano Ronald da Silva dos Santos, do segmento de desinfetantes, recebeu incentivo locacional. O investimento previsto é de R$ 270 mil, com estimativa de quatro empregos.
Em Muribeca, o frigorífico Frigo Hiper Carne foi enquadrado para receber incentivo fiscal. O empreendimento, destinado ao abate de bovinos, apresenta previsão de investimento de R$ 2,3 milhões e criação de 15 postos de trabalho.
No município de Nossa Senhora da Glória, a Indústria Pé de Serra, especializada na fabricação de farinha de milho e derivados, integra a relação de projetos aprovados, com investimento projetado de R$ 2,9 milhões e previsão de 10 empregos.
Estância concentra dois dos maiores projetos aprovados no terceiro trimestre. A JVG Indústria Têxtil e Confecções prevê investir R$ 2,7 milhões e gerar 50 empregos diretos, o maior número de vagas entre os seis empreendimentos. A empresa recebeu incentivos fiscal e locacional.
Também em Estância, a Clarice Eletrodomésticos foi contemplada com as mesmas modalidades de incentivo. O projeto apresenta o maior investimento individual do grupo, estimado em R$ 4,8 milhões, com previsão de 36 empregos diretos.
Para o diretor-presidente da Codise, Ronaldo Guimarães, os projetos aprovados apresentam diferentes perfis de atividade e localização.
“Os empreendimentos enquadrados no terceiro trimestre abrangem setores distintos e estão distribuídos por quatro municípios. A análise dos projetos considera as características de cada empreendimento e as modalidades de incentivo previstas no PSDI”, explica.
PSDI acumula 22 aprovações em 2026
Com os enquadramentos realizados até setembro, o PSDI alcançou 22 novos empreendimentos em 2026. O conjunto representa aproximadamente R$ 200,7 milhões em investimentos projetados e previsão de 1.103 empregos diretos.
Os seis empreendimentos aprovados no terceiro trimestre respondem por cerca de 7,7% do volume de investimentos projetados no acumulado do ano e aproximadamente 13,9% dos empregos previstos.
A concretização desses resultados dependerá da execução dos projetos pelas empresas, de seus cronogramas de implantação e do cumprimento das condições estabelecidas para a concessão dos incentivos.
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