quinta-feira, 04/03/2021
Empresários preocupados com o toque de recolher Foto: Ascom\Fecomércio

Vendas no varejo sergipano subiram 1,1% em outubro

Em outubro de 2020, o comércio varejista em Sergipe avançou 1,1% frente a setembro, na série com ajuste sazonal. A alta interrompe a queda de –0,1% registrada em setembro, na comparação com  agosto. Essa é a segunda menor variação no volume de vendas no varejo desde abril, quando as medidas de distanciamento social resultaram em uma queda de –17,9% nas vendas. Os dados  são da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) foram divulgados hoje (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na série sem ajuste sazonal, na comparação com outubro de 2019, porém, esse é o melhor resultado do ano: alta de 6,0% no volume de vendas. Para esse indicador, registrou-se a terceira alta consecutiva, com variações crescentes: 2,3% em agosto, 5,8% em setembro e, agora, 6,0% em outubro.

No acumulado de 2020, todavia, o volume de vendas ainda está abaixo do registrado no acumulado janeiro a outubro de 2019. Em outubro, esse índice registrou –4,9%, o melhor valor desde março. No acumulado dos últimos doze meses (novembro de 2019 a outubro de 2020), também há perda de –4,2% no volume de vendas, na comparação com os doze meses anteriores (novembro de 2018 a outubro de 2019). Também para esse indicador, a queda é a menos intensa desde março de 2020.

Recuo

No comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças e material de construção, o volume de vendas em outubro recuou 0,1% frente a setembro, na série com ajuste sazonal, a primeira variação negativa desde abril. Na comparação com outubro de 2019, entretanto, registrou-se a terceira alta consecutiva, com variação de 7,3%. Na variação acumulada de 2020, houve queda no volume de vendas (–5,4%). Por fim, no acumulado dos últimos doze meses, registrou-se –5,1%.

Dados nacionais

Para o Brasil, a alta entre outubro e setembro foi de 0,9%. O acréscimo de 0,9% no volume de vendas do comércio varejista na passagem de setembro para outubro de 2020, na série com ajuste sazonal, teve taxas positivas em sete das oito atividades pesquisadas: tecidos, vestuário e calçados (6,6%), livros, jornais, revistas e papelaria (6,6%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (3,7%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (2,3%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,9%), combustíveis e lubrificantes (1,1%) e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,6%) influenciaram positivamente o resultado geral do varejo.

Por outro lado, o setor de móveis e eletrodomésticos (-1,1%) apresentou recuo nas vendas frente a setembro de 2020.

Na comparação com outubro de 2019, o comércio varejista cresceu 8,3%, com equilíbrio entre taxas positivas e negativas. Os setores de móveis e eletrodomésticos (21,9%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (18,4%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (13,8%) e hiper e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (7,3%), impactaram positivamente o indicador. Já as quedas ficaram por conta de livros, jornais, revistas e papelaria (-33.1%), equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-10,9%), combustíveis e lubrificantes (-5,4%) e tecidos, vestuário e calçados (-2,6%).

Média nacional

Na passagem de setembro para outubro de 2020, na série com ajuste sazonal, a taxa média nacional de vendas do comércio varejista mostrou acréscimo de 0,9%, com predomínio de resultados positivos em 22 das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Bahia (3,5%), Piauí (3,1%) e Mato Grosso do Sul (2,9%). Por outro lado, pressionando negativamente, figuram cinco das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Tocantins (-5,4%), Roraima (-2,2%) e Pará (-0,7%).

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