quarta-feira, 11/12/2019
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O acadêmico Felipe Santos, na Loja Clodomir Silva, falando sobre a Síndrome de Burnout Foto: Diego Barbosa

Síndrome de Burnout atinge 30% dos trabalhadores

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A Isma-BR, sigla inglesa para Associação Internacional de Gerenciamento de Estresse,  revela que 30% dos trabalhadores brasileiros possuem Síndrome de Burnout, distúrbio que em 2022 estará na lista oficial de doenças da Organização Mundial da Saúde (OMS). Esta semana, o acadêmico de Medicina da Universidade Tiradentes (Unit), Felipe Manoel de Oliveira Santos falou sobre esse  tema na Loja Maçônica Clodomir Silva, em Aracaju e fez um alerta: “defina seus limites e prioridades pois qualquer um pode ter esse distúrbio. ”

Para um público de 60 pessoas, Felipe Santos explicou que a Síndrome de Burnout  é um esgotamento profissional e defendeu a necessidade  do equilíbrio entre corpo e mente, pois caso isso não aconteça, surgirá alguma patologia. “Por isso, a grande importância da saúde mental”, definida pela OMS como “um completo estado de bem-estar físico, mental e social e não somente a ausência de doenças e enfermidades”.

De acordo com Felipe, a Síndrome de Burnout “é um estado físico, emocional e mental de exaustão extrema, resultado do acúmulo excessivo em situações de trabalho que são emocionalmente exigentes e/ou estressantes, que demandam muita competitividade ou responsabilidade, especialmente nas áreas de educação e saúde. Ou seja, vem acometendo cada vez mais indivíduos em seu ambiente de trabalho”.

Durante a palestra, Felipe citou, como exemplo, a jornalista Izabella Camargo que, em meados de 2017, após 15 dias de  afastamento da emissora, justamente por causa da doença, foi demitida da Rede Globo. “O pior dia da minha vida foi voltar e ouvir da minha chefe que eu não servia mais”, disse a jornalista em uma entrevista no UOL. Izabella entrou com uma ação na Justiça, e nesta sexta, 5, ganhou a causa. E a emissora carioca será obrigada a reintegrá-la ao quadro de funcionários.

Para o juiz do trabalho José Aguiar Linhares Lima Neto, da 24° Vara do Trabalho, a OMS considera a síndrome como doença relacionada ao trabalho, sendo a demissão nula porque ocorreu no período de estabilidade. Ela não poderá trabalhar no período da madrugada, para evitar o agravamento do problema.

Modelo tridimensional

Felipe, que conheceu pessoalmente  Izabella Camargo quando ela fez uma palestra sobre  a doença que a acometeu, explica que a Síndrome de Burnout,  segue um modelo tridimensional. Exaustão emocional: caracterizada por cansaço extremo e sensação de não ter energia para enfrentar o dia de trabalho; perda da realização pessoal: sentimentos de incompetência e de frustração pessoal e profissional; despersonalização: adoção de atitude de insensibilidade ou hostilidade em relação às pessoas que devem receber o serviço/cuidado.

Felipe diz que é necessário que as pessoas busquem apoio profissional ao perceberem  os sintomas que surgem, normalmente, de forma leve, mas tendem a piorar com o passar dos dias. “Por essa razão, muitas pessoas acham que pode ser passageiro”, observa. “Pode ser algo passageiro, assim como pode ser o início da Síndrome de Burnout”, arremata.

A síndrome de Burnout (do inglês to burn out, algo como queimar por completo), também chamada de Síndrome do esgotamento Profissional. Foi assim denominada pelo psicólogo alemão Herbert  Freudenberger, após constatá-la em si mesmo, no início dos anos 70.

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