segunda-feira, 23/11/2020
A candidata Danielle Garcia participou do debate do Lide Sergipe; lugar de Edvaldo ficou vago

“É bem da característica dele a covardia”, diz Danielle Garcia sobre a ausência de Edvaldo Nogueira no debate do Lide Sergipe

“Acho que é bem da característica dele a covardia. É lamentável que a classe empresarial, que gera emprego e renda, tenha sido tratada com tanto desdém pelo atual prefeito”. A crítica é da candidata a prefeita de Aracaju, Danielle Garcia (Cidadania), ao ser questionada sobre a ausência do prefeito Edvaldo Nogueira, PDT, no debate promovido, hoje, 19,  pelo Lide Sergipe (Grupo de Líderes Empresariais) que reúne os 30 empresários mais ricos do Estado que, juntos, geram cerca de 30 mil empregos.  O debate, que aconteceu no auditório do Quality Hotel Aracaju,  foi mediado pelo presidente do Lide Sergipe, Victor Rollemberg, pois a jornalista contratada, Mariana Godoy, está com covid-19.

Danielle garantiu que irá para todos os debates

Uma das principais preocupações dos empresários foi saber como Danielle Garcia, caso eleita, tratará a Covid-19, na hipótese de uma segunda onda como ocorre na Europa, e também qual seu projeto para conter o crescente desemprego. Questionada se adotaria um lockdown, Danielle explicou que é contra o fechamento total, mas que “não vê como tomar uma decisão desse tipo, sem uma conversa com os setores empresarial e  médico”.

O mediador Victor Rollemberg questionou a candidata sobre como pretende combater o desemprego. “Em Sergipe, a Petrobras fechou as portas, muitas empresas faliram”, lembrou Victor. Para a candidata, “desenvolvimento econômico requer premissas. No nosso plano criaremos a super secretaria de desenvolvimento econômico. Vamos trazer o microcrédito com um fundo de aval para um grande número de pessoas. É desse jeito que movimentamos a economia. Queremos qualificar a população para que elas venham a trabalhar. Precisamos fazer uma reforma tributária, pois temos as maiores taxas de impostos que impedem nosso crescimento”.

Quanto à reforma tributária, além de rever o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano),  estimulando com percentuais menores aqueles que geram emprego e utilizam energia solar, Danielle defendeu um menor valor do ISS (Imposto Sobre Serviço) e mais facilidades para aqueles que querem criar empresas. “No que for da competência do município, vamos facilitar”, garantiu.

“Fui atacada”

Durante o debate, alguns empresários fizeram perguntas à candidata sobre o Plano Diretor, pois o de Aracaju é de 2000, habitação, revitalização do centro da cidade e, claro, política. Ela defendeu a PPP (Parceria Público Privada) para obras no centro, afirmou que é necessário se fazer um Plano Diretor, pois o da capital tem 20 anos, e insistiu na necessidade de se fazer a licitação do transporte público. Ela ainda se referiu à coleta de lixo. “Se tivermos uma usina de beneficiamento de resíduos, vamos gerar empregos”, disse.

Ela também foi questionada sobre as alianças políticas que fez com partidos e pessoas que seriam o oposto do estilo de vida dela.  Danielle lembrou que nunca foi política e não viu qualquer impedimento ao diálogo com Valadares Filho (candidato a vice na chapa). “Ele não responde nenhum inquérito na polícia e nem processo na Justiça. Procurei estar com pessoas sem problemas judiciais ou policiais. Instituí uma carta compromisso e todos a assinaram de que não haveria apoio em troca de cargos políticos. Quero ter em minha gestão pessoas com capacidade técnica. Fico muito tranquila de ter feito alianças com pessoas sérias e que muito me ajudam”, disse.

A candidata se emocionou quando lhe foram dados cinco minutos para despedida. Com a voz embargada, ela disse que “me ver atacada por todos os candidatos foi muito difícil para mim. Consegui enfrentar bandidos perigosos na minha atividade como delegada da Polícia Civil, e não é isso (o ataque dos adversários políticos) que vai me barrar. Esperem de mim compromisso. Quero trabalhar pela minha cidade, pelo país. Conclamo a vocês, se não nos unirmos teremos na prefeitura o mesmo grupo com as velhas práticas. Não esqueçamos das pessoas que vivem na lama, no esgoto. Entregaram o Conjunto 17 de março sem água. Tivemos obras eleitoreiras, como na avenida Hermes Fontes, causando prejuízos ao comércio local.”

“A classe ficou sentida”

Victor Rollemberg: perguntas apartidárias, imparciais e firmes

O presidente do Lide Sergipe, Victor Rollemberg, considerou o debate muito produtivo, mas foi “tomado de surpresa porque o outro candidato [Edvaldo Nogueira], com 48 horas justificou que não iria participar ‘em virtude de compromisso apertado na agenda”. Para Victor, “a ausência foi muito triste, pois o Lide representa o empresariado sergipano”.

“A classe ficou sentida. Mas fizemos um plano B, que foi interligar as perguntas da classe empresarial para a candidata e tudo fluiu. As perguntas foram apartidárias, imparciais e firmes. O Lide tem como seus princípios, além da valorização da iniciativa privada, promover a liberdade de imprensa, pluralidade de ideias e valorizar, cada ver mais, a democracia no nosso país”, afirmou Victor Rollemberg.

 

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