domingo, 18/04/2021
É preciso que saiamos da condição de vítimas e façamos as mudanças Foto: Pixabay

A vida ensina de maneiras desconhecidas

Iginio Rivero Moreno (*)

O mundo apresenta-nos um espaço de mudanças aceleradas. A agenda europeia, para 2030, ameaça fazer intensamente essas mudanças. O futuro está aí, já não são filmes de ciência-ficção. A pandemia foi só o início de uma virada radical.

Não é uma brincadeira o assunto do “câmbio climático”. Tampouco o fato de que o avanço indiscriminado da industrialização depredadora sobre as florestas acabam gerando a extinção de espécies vegetais e animais, além do consequente risco de mutação dos microrganismos (fungos, bactérias, vírus…) e seu traslado desde o seu habitat natural. O risco de extinção também pode atingir a população humana, fazendo possível a geração de novas e mais potentes epidemias.

No filme “2012”, o Cristo Redentor é destruído (Foto: Divulgação)

Enquanto  cidadãos no mundo, “conformamo-nos” com o  fazer e compartilhar “memes” nas redes sociais, ocultamo-nos no mundo virtual e fazemos uma revolução e destruição do  mundo real. E mais que isso, cooperamos como consumistas frenéticos dos seus produtos [das indústrias] acelerando o aumento descontrolado dos dejetos como se tudo fosse um filme apocalíptico, no estilo de 2012, que só acontece na grande tela. E ainda, quando nos achamos vítimas das consequências desses desastres ambientais em escala mundial, não despertamos de tanta ignorância.

Li em algum texto que alguém falou: “E o problema essencial no mundo não são as pessoas que fazem o mal, o problema é a gente boa que sabe e não faz absolutamente nada”.

Sr. Nonô, o inventor sergipano

Daí que experiências como a do senhor Nonô, o sergipano inventor, construtor de vários projetos de energia limpa na sua fazenda, entre esses o veículo movido por energia solar, como mostra a entrevista na TV Atalaia\Record, e o artigo que fiz para o Só Sergipe e uma matéria do nosso editor Antônio Garcia , e mais  uma experiência que li nas redes sociais sobre um estudante nigeriano Segu Oyeyiola que transformou um antigo fusca em um carro movido a energia solar e eólica. Esses fatos que dão uma excelente lição de vida e nos convidam a refletir que não  precisa ser formado em Harvard para desenvolver propostas, só vontade, genialidade e consciência para com as causas solidárias para dar respostas às urgentes necessidades do nosso mundo real.

(*) Poeta e artesão venezuelano. Licenciado em Educação, especializado em Desenvolvimento Cultural pela Universidade “Simón Rodríguez”, Venezuela.

** Esse texto é de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a).  Não reflete, necessariamente, a opinião do Só Sergipe.

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