Por Salvador do Nascimento Filho (*)
Dia de Finados, 24 horas de reflexão e viagem mental ao passado, em que a saudade comunga com a lembrança memorial daqueles que já partiram.
Dentro dessa linha tão tênue, que separa a matéria de quem fica do espírito de quem já partiu, existe a PRECE SAGRADA que une dois seres que nunca se separaram, mesmo com o acontecimento da temida morte!
Morte? Não! Separação momentânea. Não existe um fim; o espírito transcende a separação. Os que já retornaram cumpriram, antes de quem ficou, sua missão e, hoje, realizam, em outra dimensão, a sua jornada proposta por si mesmos.
Sua peregrinação na Terra, quando aqui está, é individual, mas coletiva também, quando acolhida em família! Nesse aspecto, podem-se citar o Estado e o país onde esse espírito está. Nesse local existe o desempenho em vivenciar suas experiências, que são extrafamiliares e extrapolam os laços sanguíneos!
E quanto à saudade quando existe a partida com a morte? A saudade é resistente, mas o reencontro é inevitável.
O Dia de Finados é mais um dia comum, horas, minutos, segundos, 24 horas. Porém, marca um caminho de reflexão, não apenas comercial, mas espiritual, uma vez que, nesses momentos da sucessão das horas, passam milhares de lembranças de todos que estavam aqui e retornaram à LUZ, após a vida terrena.
Lembranças, lágrimas, fotos, diálogos, rotinas, quase tudo são fragmentos de todos eles que viveram aqui entre nós.
Mas há um aspecto importante. Viver o Dia de Finados não é introspectar-se e cair em profunda saudade e tristeza; é, pelo menos, entender que aqueles que se foram desejam aos que ficam muita coragem, fé, estudos, leituras, evolução mental e espiritual, sem preconceito de raças ou religiões, porque o Deus do Universo criou a todos e em nenhum deles colocou “cabresto” para enxergar apenas em uma direção.
Não se conclui, em um texto, a reflexão sobre o Dia de Finados, mas tem-se a certeza de que é na coluna da FÉ que se pode evocar a PRECE SAGRADA aos que se foram. Que ela se torne sempre um hábito de SAGRADA PRECE, de quem fica para os que já se foram.
A PRECE é o bálsamo do coração enlutado, mas esplendoroso mesmo é o doce abraço do reencontro:
“A nṣe àárò ẹni tí ó lọ”, ou seja, sentimos saudades de quem já se foi!
Só Sergipe Notícias de Sergipe levadas a sério.



