Novo reajuste entrou em vigor no domingo (1º), após alta de 11,76% em outubro; combustível acumula aumento de cerca de 84% em 2026
O preço do querosene de aviação (QAV) subiu 7,2% neste domingo (1º de novembro). Com o reajuste, a Petrobras passou a cobrar R$ 0,45 a mais por litro do combustível vendido às distribuidoras. Assim, o preço médio chegou a aproximadamente R$ 6,69. A alta aumenta os custos das companhias aéreas e pode pressionar o valor das passagens.
Em outubro, a Petrobras já havia elevado o preço do combustível em 11,76%. Na ocasião, o litro passou de R$ 5,585 para R$ 6,242. Portanto, os dois reajustes consecutivos representam uma alta acumulada de aproximadamente 19,8%.
Além disso, o querosene de aviação acumula valorização de cerca de 84% em 2026, na comparação com dezembro do ano passado. Dessa forma, o preço de novembro é o maior registrado neste ano.
Passagens aéreas podem ficar mais caras
O aumento do combustível preocupa as companhias aéreas e os passageiros. Segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), o querosene representava cerca de 30% dos custos operacionais das empresas brasileiras.
Entretanto, essa participação ultrapassou 45% desde o início dos conflitos no Oriente Médio. Como resultado, as empresas enfrentam despesas maiores para manter suas operações.
As passagens aéreas também registraram aumento de 9,66% em setembro, segundo dados da inflação. Esse resultado, porém, ocorreu antes do reajuste de novembro.
Por enquanto, não há dados que comprovem um aumento das tarifas provocado especificamente pela nova alta do combustível. Isso porque as companhias também consideram a procura por voos, a oferta de assentos e a antecedência da compra.
Portanto, o reajuste de 7,2% no querosene não significa que as passagens terão aumento imediato no mesmo percentual.
Conflitos internacionais provocam reajustes
A Petrobras atribui o aumento do querosene à valorização internacional do combustível. Segundo a estatal, as tensões no Oriente Médio influenciam diretamente os preços.
Além disso, a guerra entre Rússia e Ucrânia reduziu a capacidade de refino nos dois países. Esse cenário também contribui para elevar os custos no mercado internacional.
Apesar dessas pressões, a Petrobras afirma que adota mecanismos para reduzir as oscilações de preços no Brasil.
Para isso, a companhia utiliza uma fórmula prevista em contrato. Segundo a estatal, esse modelo permite aplicar reajustes mais moderados do que os registrados no exterior.
Enquanto os preços internacionais podem mudar diariamente, a Petrobras atualiza seus valores uma vez por mês. Os novos preços entram em vigor no primeiro dia de cada mês.
Petrobras concentra 85% da produção nacional
Atualmente, a Petrobras responde por aproximadamente 85% da produção brasileira de querosene de aviação.
No entanto, outras empresas também podem produzir ou importar o combustível. Isso ocorre porque o mercado brasileiro permite a livre concorrência.
A Petrobras vende o querosene às distribuidoras. Em seguida, essas empresas abastecem as companhias aéreas e outros consumidores nos aeroportos.
Com os aumentos de outubro e novembro, o setor aéreo enfrenta uma pressão adicional sobre seus custos.
Por isso, as empresas poderão rever suas estratégias comerciais nos próximos meses. Para os passageiros, permanece a preocupação com possíveis aumentos das tarifas, principalmente nos períodos de maior procura por viagens.
Com informações da Agência Brasil
Só Sergipe Notícias de Sergipe levadas a sério.



