segunda-feira, 22/04/2024
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Em Aracaju, a tarifa é a única responsável por arcar com as despesas do serviço de transporte Foto: Setransp

Transporte de passageiros de Aracaju pode entrar em colapso

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O Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Município de Aracaju ( Setransp) informou hoje que o sistema  de transporte pode entrar em colapso por conta da baixa demanda  no número de  passageiros. O anúncio tem como base um estudo da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros de Alagoas e Sergipe (Fetralse) indicando uma queda de mais de 78% no número de passageiros em Aracaju e 75% em Maceió, em oito dias de confinamento devido ao novo coronavírus (Covid-19).Os dados compararam as duas últimas sextas-feiras em relação ao mesmo período das semanas anteriores ao fechamento do comércio, das escolas e de outras atividades não consideradas essenciais.

A utilização da frota foi reduzida em 30% de sua capacidade, mas a prestação do serviço do transporte para garantir o deslocamento de profissionais das áreas essenciais, como saúde e segurança, continua a todo vapor, e as empresas, por sua vez, também mantêm os esforços no combate à contaminação de acordo com as orientações das autoridades sanitárias. “Porém, como lidar com os custos de 70% da frota em operação com uma demanda de apenas 22% do habitual?”, questionou o presidente da Fetralse, Alberto Almeida, apontando o risco do setor entrar em colapso.

Alberto Almeida: empresas preocupadas

“Isso tem preocupado as empresas de ônibus. A dificuldade em cumprir com as despesas do serviço diante da queda de demanda tem comprometido a continuidade da prestação do serviço pelo setor”, frisou ele. Só para custear a mão-de-obra e combustível é necessário 68% da receita de demanda habitual. E em Aracaju, já são 152 mil passageiros a menos por dia.

Aracaju e Maceió estão entre as realidades mais críticas de queda de demanda pelo Brasil. Outros destaques são Goiânia (GO) com 85%; Porto Alegre (RS) com 79%; cidades do interior de São Paulo e Salvador (BA) com 75% cada; e a região metropolitana de Belo Horizonte (MG) com 70%.

Gratuidades

Por outro lado, mesmo com as recomendações de que as saídas das pessoas às ruas devem ser evitadas ao máximo, e isso tem refletido na queda geral de demanda, a utilização das gratuidades no transporte continua sendo intensa. Em dez dias, entre pessoas com deficiência e idosos (que é um grupo extremamente vulnerável ao coronavírus), em Aracaju, mais de 28 mil desses usuários foram transportados.

Antes do período de quarentena por conta da pandemia, a média de passageiros idosos transportados por dia era de 1,2 mil e hoje se aproxima de 3 mil, isso representa um aumento de 140% da movimentação registrada em período que eles deveriam estar em isolamento social.

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