terça-feira, 17/09/2019
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A fila do desemprego Ilustração: CTB

Comércio e serviços puxam o desemprego em Sergipe

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Pesquisa do Cadastro  Geral de Emprego e Desemprego (Caged) analisada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócios Econômicos (Dieese), mostrou que em julho, foram demitidas 443 pessoas em Sergipe, uma retração de -0,16. Segundo o economista do Dieese, Luiz Moura, esse é o terceiro pior saldo dos últimos 15 anos no Estado.

Os setores que mais contribuíram para este resultado foram o de serviços, com 469 demissões; e o de comércio, com 300. Este ano, já foram eliminados 3.856 empregos com carteira assinada em Sergipe.

Os dados do Caged mostram que  no comércio foram admitidas 1.529 pessoas e outras 1.829 foram demitidas, daí o saldo negativo de 300. No setor de serviços, foram admitidas 2.516 e dispensadas  2.985, saldo negativo de 469.

Setores como  agropecuária, construção civil,  indústria da transformação  e extrativismo mineral fecharam com saldo positivo, embora os números não sejam surpreendentes.

Ação concreta

Alexandre Porto: “falta ação concreta do governo”
Foto: Ascom/Fórum Empresarial

Para o empresário e consultor empresarial, Alexandre Porto, os números do Caged revelam que, em Sergipe, “não se enxerga nenhuma ação concreta por parte do setor público empenhado na geração de emprego. Para que haja retomada do emprego, é necessário que a economia reaja. Acredito que no próximo mês teremos melhores resultados no comércio com a inauguração do Shopping Aracaju Parque e as contratações de fim de ano no comércio. Então, é possível que tenhamos números positivos nessas situações sazonais”.

Alexandre lamentou que  a indústria não tem conseguido decolar em Sergipe, principalmente depois da redução dos incentivos fiscais, “refletindo na queda de empregos e não abertura de novas vagas”. O consultor empresarial ressalta que o comércio tem sofrido um efeito bem maior porque o Estado não é industrializado. “O comércio é o segundo maior gerador de emprego e tem se revelado negativo. Não vejo medidas dos poderes públicos estadual e municipal para estimular os comerciantes a gerirem seus negócios”, afirmou.

 

 

 

 

 

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