domingo, 17/11/2019
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Sergipe tem alta taxa de homicídios

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O Atlas da Violência 2016 divulgado, hoje, 22, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), na análise entre 2004 e 2014, revelou um dado alarmante para Sergipe. Ele está entre os Estados brasileiros com a maior taxa de homicídios por 100 mil habitantes: 49,4. Além de Sergipe, outros três estados são do Nordeste: o campeão, Alagoas, com 63,0 mortes; em segundo, Ceará, 52,2; em quarto Rio Grande do Norte, 46,2 e por último, Goiás, 42,7 assassinatos por 100 mil habitantes.

Os números preocupantes sobre Sergipe revelam que o Estado está com a taxa de homicídios acima de 100%, junto com outros cinco estados nordestinos. Sergipe, 107,7%; Rio Grande do Norte (306%), Maranhão (209,4%), Ceará (166,5%), Bahia (132,6%), Paraíba (114,4%). Para o Ipea, o alto número de homicídios colocam o Brasil num triste ranking: o campeão mundial de assassinatos, em número real. Em 2014, 49.627 pessoas foram assassinadas, o que representa um aumento de 10% dos homicídios registrados em todo mundo.

Nos homicídios entre pessoas de 15 a 29 anos, Sergipe apresentou um aumento de 162,0%. Em 2004, foram 237 assassinatos, enquanto que em 2014 esse número saltou para 621. Nesse período, 18 Estados apresentaram uma taxa de mortalidade por homicídios de mulheres, acima da média nacional (4,6). E Sergipe fez parte desse ranking, com 6,5.

Os outros Estados foram: Amapá (4,8), Bahia (4,8), Pernambuco (4,9), Paraná (5,1), Rio de Janeiro (5,3), Acre (5,4), Paraíba (5,7), Rio Grande do Norte (6,0), Pará (6,1), Ceará (6,3), Mato Grosso do Sul (6,4), Rondônia (6,4), Mato Grosso (7,0), Espírito Santo (7,1), Alagoas (7,3), Goiás (8,8) e Roraima (9,5).

De acordo com o estudo do Ipea, “no ano em que o Brasil comemora 10 anos da promulgação da Lei Maria da Penha, os dados publicados só reforçam a importância de políticas públicas focalizadas no combate à violência contra a mulher. Trata-se de fenômeno distinto da violência letal que atinge os jovens do sexo masculino e exige, necessariamente, ações específicas que considerem os vínculos estabelecidos entre vítima e agressor, relações de dependência financeira e/ou emocional, bem como as redes de atendimento e os serviços disponíveis que possam servir como fator protetivo e garantia de manutenção da vida dessas mulheres”.

A pesquisa classifica os dados como uma “tragédia” que traz implicações na saúde, na dinâmica demográfica e, em consequência, no processo de desenvolvimento econômico e social. Das mortes de homens na faixa etária de 15 a 29 anos, 46,4% são ocasionadas por homicídios. A situação fica ainda mais grave na análise dos assassinatos de homens com idade entre 15 e 19 anos: o indicador passa para 53%.

Negros – Aos 21 anos de idade, quando há o pico das chances de uma pessoa sofrer homicídio no Brasil, pretos e pardos possuem 147% a mais de chances de ser vitimados por homicídios, em relação a indivíduos brancos, amarelos e indígenas.

Em Sergipe, 21,2 negros (para cada 100 mil habitantes) foram assassinados em 2004, enquanto que em 2014, esse número subiu para 60,5, um aumento de 185,9%. Em todo Brasil, nesse período, houve um crescimento de 18,2% na taxa de homicídios de negros e pardos. Ao mesmo tempo, houve uma redução de 14,6% na taxa de pessoas brancas, amarelas e indígenas. Em 2014, para cada não negro que sofreu homicídio, 2,4 indivíduos negros foram mortos. Em Sergipe, foram mortos7,8% não negros, enquanto que em 2014, foram 15,6, um aumento de 99,4%.

Segundo o estudo, a “questão da violência por raça toma proporções inacreditáveis”. Em 2014, ao mesmo tempo em que Alagoas era o segundo Estado com menor taxa de homicídio de não negros (7,8 por 100 mil indivíduos não negros), era também a unidade federativa com maior taxa de homicídio de negros (82,5). Para cada não negro assassinado, outros 10,6 negros eram mortos, em 2014, em Alagoas.

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