sexta-feira, 22/05/2026
Aquipesc Brasil
A feira apresenta novidades para o setor pesqueiro e aquícola / Fotos: Ascom Seagri

Aquipesc projeta R$ 30 milhões em negócios e público recorde em Aracaju

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Aracaju vai sediar, a partir desta quinta-feira (16) até sábado (18), no Centro de Convenções AM Malls Sergipe a Aquipesc Brasil 2026, com expectativa de movimentar mais de R$ 30 milhões em negócios, reunir 38 expositores de diversos estados e superar a marca de 5 mil visitantes registrada no ano passado, consolidando Sergipe como polo estratégico da cadeia produtiva da pesca e da aquicultura no país. A avaliação é do coordenador da Câmara Empresarial de Pesca e Aquicultura do Sistema Fecomércio-Sesc-Senac, Félix Lee, que destaca a projeção de crescimento entre 20% e 30% em relação à edição anterior. A abertura será às 19h30, com a presença do ministro da Pesca e Aquicultura, Édipo Araújo.

Félix Lee
Félix Lee: “Aquipesc vem para fazer relevância  Foto: Secom/Fecomércio

Segundo Félix Lee, a Aquipesc chega à segunda edição com a proposta de reforçar a relevância de Sergipe no calendário nacional da aquicultura, da pesca extrativista, da pesca esportiva e da carcinicultura. De acordo com ele, o evento já nasceu grande e agora se consolida como ambiente de negócios, inovação e fortalecimento institucional de uma cadeia produtiva com forte impacto sobre comércio, serviços e turismo .

“A Aquipesc vem para fazer a relevância, a importância e fazer parte do calendário nacional da aquicultura e do ramo da atividade da pesca, pesca extrativista, pesca esportiva, carcinicultura”, afirmou Félix Lee. Segundo ele, a expectativa é que o evento supere em pelo menos 20% a 30% os resultados do ano passado, tanto em público quanto em negócios .

Na edição de 2025, a estimativa inicial era de mais de R$ 15 milhões em negócios concretizados, mas, após o evento, esse volume chegou a mais de R$ 20 milhões. Para este ano, a organização trabalha com a perspectiva de ultrapassar a casa dos R$ 30 milhões, impulsionada pelo amadurecimento da feira, pelo aumento do número de inscritos e pela ampliação da presença de expositores e instituições parceiras .

Além do volume financeiro previsto, a Aquipesc também deve movimentar a economia local com reflexos sobre hotelaria, transporte, alimentação e demais serviços. A avaliação da Fecomércio é de que a chamada economia do mar representa uma fronteira relevante para o crescimento sustentável de Sergipe, sobretudo pela capacidade de integrar produção, indústria, comércio, gastronomia e turismo de experiência, em especial no litoral e em áreas ligadas à aquicultura e à pesca artesanal .

Marcos Andrade: compromisso institucional Foto: Ascom/Fecomércio

Para o presidente do Sistema Fecomércio-Sesc-Senac, Marcos Andrade, a realização da feira em Sergipe reforça o compromisso institucional com o fortalecimento de setores estratégicos da economia estadual. “A Aquipesc Brasil chega para consolidar Sergipe como um ambiente de oportunidades. Estamos falando de uma cadeia produtiva que envolve milhares de trabalhadores e que tem forte conexão com o comércio e o turismo. Ao promover esse encontro, a Fecomércio cumpre seu papel de estimular negócios, inovação e desenvolvimento”, destacou no material de divulgação do evento .

Na mesma linha, Félix Lee avalia que a Aquipesc ajuda a diversificar a matriz econômica sergipana e fortalece atividades com potencial de expansão nos próximos anos. “A economia do mar é uma fronteira relevante para o crescimento sustentável de Sergipe. Eventos como a Aquipesc estimulam a profissionalização da cadeia produtiva, atraem investimentos e ampliam o fluxo turístico, gerando impacto direto sobre comércio e serviços”, afirmou.

Programação

A programação da feira combina exposição de produtos e serviços, palestras técnicas, fóruns temáticos, mesa-redonda, minicurso e experiências gastronômicas.

Na quinta-feira (16), a programação começa às 15h às 16h30 com a mesa-redonda “Oportunidades para o fortalecimento da cadeia da pesca e aquicultura em Sergipe”, reunindo representantes da Embrapa, Instituto Federal de Sergipe (IFS), Universidade Federal de Sergipe (UFS) e Codevasf. Em seguida, das 16h30 às 17h30, ocorre a palestra “Diretrizes e Avanços das Políticas Públicas para a Aquicultura Brasileira”, com a secretária nacional de Aquicultura, Fernanda Gomes de Paula. Às 18h, será realizada a palestra magna “Aproveitamento Integral do pescado: inovação e agregação de valor”, com Antônio Diogo Lustosa Neto, antes da abertura oficial às 19h30 .

Na sexta-feira (17), a programação começa às 9h com o I Fórum da Aquicultura Sergipana – Biossegurança, com palestras e debates sobre desafios da produção, enfermidades aquícolas e boas práticas. Às 9h30 ocorre a palestra sobre enfermidades na produção, seguida de mesa-redonda às 10h20. À tarde, a partir das 13h30, continuam as apresentações técnicas, incluindo temas sobre biossegurança no cultivo de peixes e camarões. Às 15h30, será realizado o minicurso sobre diagnóstico de doenças do camarão, seguido de palestra às 17h30 sobre regularização sanitária do pescado e, às 18h30, palestra sobre conservação das tartarugas com a Fundação Projeto Tamar .

No sábado (18), as atividades começam às 15h, com mesa-redonda sobre os desafios da pesca artesanal e novas possibilidades para o setor. Às 16h30, será realizado painel sobre regularização da aquicultura, abordando licenciamento, formalização e avanços regulatórios.

Tecnologia

Félix Lee destaca que um dos diferenciais desta edição será a presença mais forte de soluções tecnológicas voltadas à produção. Segundo ele, os visitantes terão acesso a equipamentos como bombas flutuantes, aeradores, alimentadores e sistemas de monitoramento da água com inteligência artificial, ferramentas que ajudam a elevar produtividade, controle e eficiência nas fazendas aquícolas. “Na tecnologia de produção, então, é um espetáculo”, resumiu .

Itamar Rocha
Itamar Rocha, presidente da ABCC

Outro destaque será a presença da Associação Brasileira de Criadores de Camarão (ABCC), presidida por Itamar Rocha, apontado por Félix Lee como um dos protagonistas do desenvolvimento da carcinicultura no Brasil. A entidade participa da feira como expositora e também integra as ações voltadas ao fortalecimento do setor em Sergipe, incluindo o avanço do primeiro censo da carcinicultura sergipana, realizado com apoio institucional. Segundo Félix, o levantamento vai reunir dados georreferenciados e informações estratégicas para subsidiar políticas públicas estaduais e federais para o segmento .

Durante a feira, a ABCC também vai disponibilizar aos visitantes um voucher de inscrição para a Fenacam, considerada a maior feira do camarão da América Latina, realizada no Rio Grande do Norte. A ação integra a estratégia de ampliar a conexão dos produtores sergipanos com os principais circuitos nacionais de negócios, inovação e capacitação do setor .

A organização do evento também destaca a presença de instituições acadêmicas e de pesquisa, como UFS, IFS e Embrapa, além de parceiros como Sebrae, Senar, Codevasf, Ministério da Pesca e Aquicultura, Ministério da Agricultura, Ministério do Desenvolvimento Agrário, governo do Estado de Sergipe, Emdagro e prefeituras de Aracaju, São Cristóvão e Santana do São Francisco, além do apoio parlamentar do deputado Marcelo Sobral .

Para Félix Lee, esse conjunto de correalizadores, patrocinadores e apoiadores ajuda a explicar o crescimento da feira e a perspectiva de consolidação definitiva no calendário nacional. Na avaliação dele, a Aquipesc vai além de uma vitrine de produtos e serviços: funciona como uma plataforma de articulação entre os diversos elos da cadeia produtiva, favorecendo a profissionalização, a circulação de conhecimento técnico e a geração de oportunidades concretas de investimento e expansão de mercado .

Ao reunir negócios, inovação, pesquisa, qualificação técnica e articulação institucional em um único espaço, a Aquipesc Brasil reforça o papel de Sergipe no desenvolvimento de atividades ligadas ao mar e ao cultivo aquícola, num momento em que a pesca, a aquicultura, a carcinicultura e o turismo de experiência ganham espaço como vetores complementares da economia regional .

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