Suco de laranja lidera as vendas internacionais, enquanto óleos essenciais e novos produtos ampliam a presença sergipana no comércio exterior
As exportações do agronegócio de Sergipe somaram US$ 71,29 milhões entre janeiro e setembro de 2026. No mesmo período, as importações chegaram a US$ 22,49 milhões. Assim, o setor registrou um superávit de US$ 48,80 milhões.
Os dados fazem parte do Boletim de Conjuntura 02/2026, elaborado pela Agência Sergipe de Desenvolvimento (Desenvolve-SE).
Nos primeiros nove meses do ano, o agronegócio respondeu por 22,6% das exportações estaduais. Além disso, o setor contribuiu com 62,5% do saldo positivo da balança comercial de Sergipe.
Dessa forma, o resultado reforça a importância do agronegócio para a economia estadual. O setor também apresenta potencial para gerar riquezas e ajudar a reduzir as desigualdades sociais.
Sergipe se destaca nos óleos essenciais
Além do saldo comercial positivo, Sergipe conquistou posições importantes no mercado nacional de óleos essenciais.
O estado lidera as exportações brasileiras de óleo essencial de petit grain. Esse produto é extraído principalmente das folhas e dos ramos de árvores cítricas, como a laranjeira-azeda (Citrus aurantium).
Sergipe também ocupa o segundo lugar nas exportações de óleo essencial de limão. Já nas vendas externas de óleo essencial de laranja, aparece na terceira posição.
Para o presidente da Desenvolve-SE, Milton Andrade, os números mostram a força do agronegócio sergipano no mercado internacional.
“Os resultados demonstram a relevância estratégica do agronegócio para o desenvolvimento econômico de Sergipe e reforçam a competitividade do estado no mercado internacional. A Desenvolve-SE segue comprometida com o fortalecimento de iniciativas que contribuam para a atração de investimentos, a ampliação dos mercados e o crescimento sustentável da economia sergipana”, afirma.
Suco de laranja lidera as exportações
A citricultura continua sendo o principal destaque do agronegócio sergipano no comércio exterior.
Entre janeiro e setembro, as exportações de suco de laranja congelado somaram US$ 48,62 milhões. Esse valor corresponde a 68,2% das vendas externas do setor.
Os Países Baixos (Holanda) foram o principal destino do suco. O país funciona como porta de entrada do produto no mercado europeu.
Além disso, os óleos essenciais de laranja movimentaram US$ 9,58 milhões em exportações. Nesse mercado, a Índia foi o principal comprador.
Juntos, o suco e o óleo essencial de laranja representaram 81,6% das exportações do agronegócio estadual.
Portanto, os números mostram a importância da citricultura para Sergipe. Também revelam o valor econômico dos diferentes produtos derivados da laranja.
Açúcar e abacaxi ampliam as vendas
Embora os produtos cítricos liderem as exportações, Sergipe também vende outras mercadorias ao exterior.
Entre elas estão açúcar refinado, sucos, extratos vegetais, farinha de mandioca, frutas e couros bovinos.
De acordo com o boletim, as exportações de açúcar refinado alcançaram US$ 2,73 milhões. O produto teve como destinos países da África, do Oriente Médio e da América do Norte.
Já o suco de abacaxi movimentou US$ 1,90 milhão em vendas externas. Os Países Baixos foram o principal mercado comprador.
Farinha de mandioca ganha espaço
A farinha de mandioca também se destaca nas exportações sergipanas.
Nesse segmento, Sergipe lidera as vendas externas entre os estados do Nordeste. Além disso, ocupa a quinta posição no ranking nacional.
A Itália aparece como destino da farinha de mandioca produzida no estado.
Outro destaque foi a retomada das exportações de couros e peles bovinas. Entre abril e setembro de 2026, essas vendas somaram aproximadamente US$ 788,4 mil.
Assim, novos produtos passaram a integrar a pauta exportadora sergipana.
Novos mercados oferecem oportunidades
Para a economista da Desenvolve-SE, Sudanês Pereira, os resultados reforçam a importância do agronegócio para a economia estadual.

Segundo ela, a agência continuará acompanhando os indicadores do comércio exterior. O objetivo é identificar novas oportunidades e apoiar o desenvolvimento econômico de Sergipe.
“Sergipe tem uma nova pauta de oportunidades para o comércio exterior. Temos novos produtos na pauta: a farinha de mandioca, os sucos de acerola e o abacaxi. Outra possibilidade é a participação da cadeia global de couros (peles de bovinos), que abastece dois polos importantes, Turquia e Nigéria. Vamos acompanhar”, conclui.
O levantamento completo está disponível no Boletim de Conjuntura 02/2026 – Balança Comercial do Agronegócio Sergipano (janeiro a setembro de 2026).
O documento apresenta os principais produtos exportados e importados. Também traz uma análise dos resultados do agronegócio sergipano.
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