A produção de petróleo em Sergipe voltou a recuar em julho, enquanto a extração de gás natural manteve trajetória de crescimento. O estado produziu, em média, 12,7 mil barris de petróleo por dia, queda de 0,2% em relação a junho e de 5% na comparação com julho de 2025. Já a produção acumulada de gás natural avançou 16,1% nos sete primeiros meses de 2026.
Os números fazem parte de levantamento do Observatório da Indústria do Sistema FIES, elaborado com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
O desempenho de julho mantém a produção sergipana de petróleo abaixo dos níveis observados no mesmo período do ano passado. Em junho, o estado também havia produzido média de 12,7 mil barris por dia. Naquele mês, houve crescimento de 1,7% sobre maio, mas queda de 7% em relação a junho de 2025.
Em maio, a produção havia ficado em 12,5 mil barris por dia, 8,2% abaixo do resultado registrado no mesmo mês de 2025. Os dados mostram que, apesar das oscilações mensais, a comparação anual permanece negativa para a produção de petróleo.
Produção terrestre concentra 99% do petróleo
A atividade petrolífera sergipana continua fortemente concentrada em terra. Dos 12,7 mil barris produzidos por dia em julho, aproximadamente 12,5 mil barris, ou 99% do total, vieram de campos terrestres. A produção em terra caiu 0,1% em relação a junho e ficou 5,4% abaixo da registrada em julho de 2025.
A produção marítima representa atualmente apenas uma pequena parcela da extração de petróleo do estado. Em julho, foram produzidos em média 130,8 barris por dia no mar, equivalentes a 1% do total.
Apesar da participação reduzida, a comparação anual mostra crescimento. A produção marítima ficou 42,5% acima da registrada em julho de 2025, embora tenha recuado 7,1% em relação a junho deste ano.
Gás natural avança
O desempenho do gás natural seguiu direção diferente. Sergipe produziu cerca de 2,31 milhões de metros cúbicos em julho, aumento de 6,9% sobre junho e de 7,6% na comparação com julho de 2025.
De janeiro a julho, a produção chegou a aproximadamente 15,9 milhões de metros cúbicos, crescimento de 16,1% em relação ao mesmo período do ano passado.
Também no gás natural predomina a produção terrestre. Em julho, aproximadamente 2,24 milhões de metros cúbicos foram produzidos em terra, equivalentes a 97% do total estadual. A produção marítima ficou em 69 mil metros cúbicos, ou 3%.
O crescimento do gás já vinha aparecendo nos levantamentos anteriores do Observatório da Indústria. Em maio, a produção acumulada no ano estava 22,2% acima de igual período de 2025. Em junho, o avanço acumulado era de 17,7%.
Royalties acumulam R$ 69,3 milhões
Embora a produção atual de petróleo esteja abaixo da registrada há um ano, os repasses de royalties apresentam crescimento em 2026.
Dados do Observatório da Indústria, também baseados nas informações da ANP, mostram que Sergipe recebeu cerca de R$ 8,6 milhões em royalties de petróleo e gás natural em agosto, referentes à produção de junho.
Entre janeiro e agosto, os royalties creditados ao Estado somaram aproximadamente R$ 69,3 milhões, resultado 23,3% superior ao registrado no mesmo período de 2025.
Somente em agosto, os municípios sergipanos receberam conjuntamente cerca de R$ 26,5 milhões. Riachuelo ficou com a maior parcela, aproximadamente R$ 6,5 milhões, seguido por Indiaroba, com R$ 3,9 milhões, e São Cristóvão, com R$ 1,7 milhão.
Os dados de julho de Sergipe são divulgados no mesmo momento em que a produção nacional alcança novos patamares. Segundo a ANP, o Brasil produziu 4,498 milhões de barris de petróleo por dia em julho, crescimento de 0,5% sobre junho e de 13,6% em relação a julho de 2025.
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