domingo, 18/07/2021
Um dos serviços que teve crescimento: salões Foto: Pixabay

Sergipe tem alta de 4,4% no setor de serviços; a maior do ano, diz IBGE

O setor de serviços em Sergipe teve uma alta de 4,4% em outubro,  comparando com setembro, e é considerada a maior do ano, na série com ajuste sazonal. É o que revela a Pesquisa  Mensal do Comércio (PMC), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ontem, o instituto divulgou números gerais da pesquisa, abrangendo os diversos segmentos do comércio varejista.

O recorte apresentado pelo IBGE mostra que essa alta é a quarta consecutiva no setor, cuja recuperação teve início em julho. Vale destacar que  esses resultados não refletem as variações ocorridas durante a Black Friday, no mês de novembro, como também o período natalino ou férias.

No entanto, a PMC aponta, também, que  essa é a maior variação positiva registrada no ano, marcado por medidas de restrição relacionadas à pandemia que atingiram com mais força o setor de serviços. Um reflexo de quão intensa foi a queda do volume de serviços em 2020 é a variação de –15,0% registrada na comparação entre outubro de 2020 e outubro de 2019.

Apesar de ainda estar em um patamar elevado, as perdas na série sem ajuste sazonal vêm diminuindo desde junho, após terem registrado –24,2% em maio. No acumulado de 2020, o volume de serviços acumula –15,6%, valor igual ao registrado em setembro e o mais intenso nos últimos doze meses. O acumulado dos últimos 12 meses também registrou perdas recordes em outubro (–12,6%), sinalizando uma recuperação mais lenta no setor de serviços do que a observada no comércio.

Nacionalmente, o volume de serviços teve alta de 1,7% de setembro para outubro de 2020, com avanços em quatro das cinco atividades investigadas, e destaque para serviços de informação e comunicação que, ao avançarem 2,6% neste mês, acumularam um ganho de 10,0% no período junho-outubro, após terem recuado 8,8% entre janeiro e maio de 2020.

Os demais avanços vieram dos transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (1,5%), dos serviços prestados às famílias (4,6%) e dos serviços profissionais, administrativos e complementares (0,8%). Os dois primeiros setores foram os mais afetados pela pandemia da COVID-19. Neste sentido, os transportes, ao assinalarem o sexto resultado positivo seguido, já acumulam ganho de 22,7% entre maio e outubro, mas ainda necessitam avançar 8,8% para atingir o nível de fevereiro.

Os serviços prestados às famílias registraram a terceira taxa positiva seguida e já acumulam ganho de 80,4% nos últimos seis meses, mas ainda precisam crescer 47,6% para retornar ao patamar de fevereiro.

Os serviços profissionais, administrativos e complementares chegaram a um ganho de 5,9% no período de junho a outubro, após retração de 17,4% verificada entre fevereiro e maio. O único resultado negativo do mês ficou com outros serviços (-3,5%), que devolveram parte do ganho de 19,2% acumulado nos últimos quatro meses.

Serviços cresceram

Regionalmente, 16 das 27 unidades da federação tiveram expansão no volume de serviços em outubro, frente a setembro, acompanhando o avanço (1,7%) observado nacionalmente. Entre os locais que apontaram resultados positivos nesse mês, São Paulo (1,3%) exerceu o impacto positivo mais importante.

Outras contribuições positivas relevantes vieram do Rio de Janeiro (2,5%), da Bahia (10,8%) e do Distrito Federal (3,2%). Em contrapartida, Mato Grosso (-8,0%) registrou a principal retração em termos regionais.

Frente a outubro de 2019, o recuo do volume de serviços no Brasil (-7,4%) foi acompanhado por 23 das 27 unidades da federação. A principal influência negativa ficou com São Paulo (-7,7%), seguido por Rio de Janeiro (-8,7%), Paraná (-10,6%) e Rio Grande do Sul (-11,7%). Por outro lado, Santa Catarina (2,5%) e Mato Grosso do Sul (7,6%) assinalaram os resultados positivos mais relevantes.

 

Leia Também

Ipea: 11% dos trabalhadores fizeram home office ao longo de 2020

O grupo de brasileiros que trabalhou de forma remota entre os meses de maio e …