segunda-feira, 16/09/2019
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E agora, como investir?

Saiba como investir em renda fixa e renda variável

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David de Andrade Rocha (*)

Em textos passados falamos sobre a importância de investir consciente e como isso tende a ser benéfico para o investidor e para a sociedade como um todo. Então, vamos neste texto nos aprofundar um pouco em algumas alternativas de investimos.

Renda Fixa

Os investimos em Renda Fixa são os mais conhecidos no Brasil, já que aqui os juros real sempre foram muito altos. Ficava fácil investir sem muito risco e com boa rentabilidade. Hoje o cenário vem mudando um pouco, mas essa modalidade de investimento ainda se mostra atrativa em alguns cenários.

Podemos definir a Renda Fixa como um empréstimo que você faz à instituição financeira que emitiu aquele título, buscando receber o principal mais os juros em um prazo determinado.  Logo, em tese, quando investimos na Renda Fixa sabemos quanto e quando vamos receber.

Existem três modalidades de investimentos na Renda Fixa:

1 – Juros Prefixados: Os investimentos com juros prefixados são aqueles que o investidor sabe que se segurar até seu prazo de vencimento eles lhe devolverão o principal mais os juros acumulados. Exemplo: CDB que pague 8% ao ano com vencimento em 2025. Quer dizer que se você ficar com esse CDB até o momento do seu vencimento, em 2025, você terá de retorno bruto 58,69% (o acumulado de 8% ao ano com juros compostos).

2 – Juros Pós-fixados: Os investimentos de juros pós-fixados são aqueles que acompanham um determinado índice econômico, os mais comuns são a taxa Selic e o CDI. Com esses investimentos o investidor não sabe qual será realmente seu ganho futuro, mas, sabe que estará protegido de oscilações de mercado de curto prazo. São os títulos mais indicados para uma reserva financeira de necessidade rápida. Ex: CDB 120% do CDI ao ano, com vencimento em 2022. Quer dizer que esse título vai acompanhar a variação do CDI e pagar um pouco acima dela até a data de vencimento, em 2022.

Os títulos pós-fixados sofrem menos com a variação do mercado, podendo ser resgatados antes do prazo de vencimento sem chance de perdas.

3 – Juros Pós-fixados mais uma taxa prefixada: Sem sombra de dúvidas os títulos mais defensivos entram nessa categoria, ela é uma mescla dos dois anteriores e tem como finalidade uma carteira de longo prazo. EX: Tesouro IPCA+ de 3,5% ao ano mais variação do IPCA com vencimento em 2045. Quer dizer que você já sabe uma parte da taxa que irá ganhar se segurar o título até o final, e ele será justado pela inflação do período; mantendo assim seu poder de compra.

Como pode ser visto, investir em Renda Fixa não é somente colocar o dinheiro em um lugar e esperar. Existem títulos e formas de rendimento para cada um desses títulos, o investidor precisa conhecer seus objetivos e investir da forma que melhor lhe sirva.

Em breve nos aprofundaremos em alguns títulos e suas características.

A outra modalidade de investimentos é a Renda Variável.

Renda Variável

Muito diferente da Renda Fixa, a Renda Variável é a modalidade de investimentos que o investidor não consegue de início saber quanto vai ganhar e nem em quanto tempo, podendo às vezes até angariar prejuízo caso não tenha uma boa estratégia.

Os Ativos de Renda Variável são os que dão maior possibilidade de lucro, às vezes em um curto período, mas, é normalmente no longo prazo que demonstram sua força.

Antes de investir na Renda Variável é importante saber qual seu perfil de investidor e quais são seus objetivos, pois, a chance de você se desesperar e vender seus ativos assim que tiver a primeira queda é menor.

Os principais ativos da Renda Variável são:

Ações: por definição, ações são um investimento de Renda Variável e de prazo não definido. Logo, você pode lucrar muito com elas em alguns minutos ou em alguns anos, como também pode ter prejuízo se você vender quando elas caem, por qualquer que seja o motivo.

As ações são a menor parte do capital social de uma empresa. Ao comprar ações de uma empresa você passa a ser sócio dela e tem direito a uma parte dos lucros, que são pagos na forma de dividendos.

Ouro: Esse normalmente dispensa apresentações. A moeda mais segura do mundo é também um investimento de Renda Variável, o valor de sua grana costuma subir muito quando os mercados globais estão em crise (vimos isso semana passada) e cair quando os mercados estão, na teoria, seguros e previsíveis.

Isso ocorre porque o ouro é considerado um dos ativos mais seguros contra quebras financeiras e contra a inflação.

Existem muitos outros ativos de Renda Variável, como futuros, opções, mini-índice, etc. Teremos oportunidade de falar de todos em breve.

Para finalizar e deixar clara a diferença entre as duas rendas (Fixa ou Variável) imagine a Renda Fixa como uma estrada bem cuidada com algumas lombadas e a Renda Variável como uma montanha-russa bem alta. Com essa visão você pode notar que a estrada te leva aonde você quer chegar com poucos solavancos. Já a Renda Variável também vai nos levar aonde queremos chegar, só que com muitos altos e baixos e aí está o potencial de lucro maior que ela oferece para aqueles que sabem investir conscientes.

Até a próxima.

(*) David Rocha escreve semanalmente, às terças-feiras. Ele é assessor de investimentos e educador financeiro, que vive o mercado diariamente, desde 2011, e autor do livro Tesouro Direto – Um Caminho para a liberdade financeira de 2016.

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