quarta-feira, 23/10/2019
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Erika Marena, que atuará com Moro, ficou marcada pela Operação Ouvidos Moucos, que culminou com suicídio do reitor Cancellier Foto: Cléverton Ribeiro/TCE

PF tem nova superintendente em Sergipe

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A delegada Érika Mialik Marena assumiu hoje, 26, a superintendência da Polícia Federal em Sergipe, substituindo, José Grivaldo de Andrade que, depois de nove anos no cargo, se aposentará. A nova superintendente foi umas das profissionais que fez investigações no âmbito da Lava Jato, ainda na fase sigilosa iniciada em 2013. O diretor geral da PF, Rogério Galloro, deu posse a  nova superintendente.

Durante a posse, no auditório do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Érika Marena, disse, no discurso que “o que vemos hoje [Operação Lava Jato] é fruto de uma semente e trabalho exaustivo lá de trás. A Operação Lava Jato se desenvolveu com sacrifício pessoal de muitas pessoas e órgãos. Ainda hoje me motiva a fazer e acreditar nesse modelo de trabalho”, afirmou. Ele afirma que encara a superintendência com uma nova missão e garante esforço para consolidar o papel da PF no Estado.

O  diretor-geral da PF, Rogério Galloro, relembrou que, quando ingressou na instituição, há quase 23 anos, a turma era de 120 alunos, dos quais apenas seis ou sete mulheres, mas atualmente o cenário mudou. “Hoje, um terço dos servidores da Polícia Feral são mulheres. E com a posse da doutora Érika nós completamos um terço dos 27 ​superintendentes de mulheres. Isto é imprescindível para a humanização, melhoria do nosso trabalho, das investigações, da administração da Polícia e uma questão de Justiça”, afirmou Rogério Galloro.

Érika Marena é natural da cidade de Apucarana – Paraná, onde cursou ensino fundamental e médio, formada em Direito pela UFPR – Universidade Federal do Paraná – em 1998, na cidade de Curitiba – PR, com Pós-graduação em Direito e Processo Penal pela Academia Brasileira de Direito Constitucional em conjunto com a Uni Brasil, também em Curitiba.

Drone – A nova superintendente chega a Sergipe recebendo do Ministério Público do Trabalho (MPT-SE), R$ 17 mil, oriundos de uma decisão judicial da Justiça do Trabalho, para a aquisição de um drone e um software de processamento de imagens para a Polícia Federal em Sergipe. A tecnologia será utilizada no combate a crimes ambientais, a exemplo de levantamento de áreas de extração mineral e desmatamento.

A destinação foi uma iniciativa do procurador do Trabalho Albérico Luís Batista Neves e do procurador-chefe do MPT-SE, Emerson Albuquerque Resende, em processos que tramitam nas 1ª e 3ª Varas do Trabalho de Aracaju, titularizadas pelos juízes do Trabalho Sílvia Helena Maluf e Luiz Manoel Andrade Meneses.

As imagens capturadas pelo drone, sejam fotografias ou vídeos, permitem o levantamento aerofotográfico, para fins de mapeamento de regiões de difícil acesso, a exemplo de mangues, bem como diminui o tempo de obtenção de dados de campo.

O equipamento também permite a captura da cena com localização precisa dos vestígios em locais onde ocorreram crimes e a obtenção de vídeos em tempo real para fins de flagrantes delitos, vigilância e orientação de equipes em solo durante deflagração de operações policiais. No segundo semestre do ano passado, o MPT destinou mais de R$ 300 mil para obras de reforma e ampliação da Polícia Federal em Sergipe.

 

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