quarta-feira, 19/08/2026
cashs Banese
Cashs em uma das agências do Banese, em Aracaju Foto: Ascom/Banese

Banese lucra R$ 62,8 milhões no semestre, alta de 39,9%

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Resultado é impulsionado pelo crescimento das receitas financeiras e de crédito, recuperação de créditos e redução das provisões

 

O Banese encerrou o primeiro semestre de 2026 com lucro líquido de R$ 62,8 milhões, crescimento de 39,9% em relação ao mesmo período de 2025. No segundo trimestre, o lucro foi de R$ 32,2 milhões. O resultado do semestre foi impulsionado, principalmente, pelo desempenho das receitas com aplicações financeiras e operações de crédito, pela recuperação de créditos e pela redução das despesas com provisões para operações de crédito.

Marco Queiroz, presidente do Banese
Marco Queiroz, presidente do Banese: “instituição oferece soluções inovadoras” Foto: Divulgação

 

Os resultados do Banese no segundo trimestre de 2026 foram divulgados na noite desta sexta-feira, 14. “Os números positivos auferidos pelo Banese reforçam o compromisso da instituição em continuar oferecendo soluções inovadoras, a exemplo da contratação do financiamento imobiliário de forma totalmente digital; expandindo os negócios; e facilitando o acesso ao crédito, serviços e investimentos”, garantiu o presidente do Banco, Marco Queiroz.

Os ativos totais do Banese alcançaram R$ 13,1 bilhões ao final do segundo trimestre de 2026. Os ativos líquidos de crédito representaram 39,4% do ativo total, enquanto as aplicações financeiras responderam por 47,4%, demonstrando uma estratégia de balanço que combina crescimento de crédito com manutenção de liquidez e gestão ativa da tesouraria.

As receitas totais foram de R$ 1,1 bilhão no primeiro semestre, crescimento de 9,2% em relação ao mesmo período de 2025. Já a margem financeira obtida pela Instituição no primeiro semestre de 2026 foi de R$ 408,8 milhões, volume 20,6% superior ao auferido no primeiro semestre de 2025.

O patrimônio líquido do Banese encerrou o segundo trimestre de 2026 em R$ 983,3 milhões, quantia 17,3% superior à registrada no final do segundo trimestre de 2025. A evolução refletiu a incorporação dos resultados à reserva de lucros e o aumento de capital social integralizado em maio de 2026.

Crédito para girar a economia

A carteira de crédito do Banco dos sergipanos encerrou o segundo trimestre de 2026 com volume aproximado de R$ 5,5 bilhões, crescimento de 3,9% no trimestre e de 10% nos últimos 12 meses. Desse valor, R$ 3,6 bilhões são da carteira comercial, que apresentou crescimento de 2,2% e 6,8% quando comparada ao primeiro trimestre de 2026 e ao segundo trimestre de 2025, respectivamente.

Banese lucro
Imagem: IA/Só Sergipe

 

A carteira de crédito comercial é composta por operações concedidas a Pessoas Físicas (PF), que responderam por R$ 3,1 bilhões do volume total, e Pessoas Jurídicas (PJ), com volume de R$ 498 milhões.

O crédito no segmento de Pessoas Físicas cresceu R$ 62,1 milhões frente aos três primeiros meses de 2026 e R$ 115,2 milhões em 12 meses, com destaque para a concessão do crédito consignado através dos Correspondentes no País e em linhas de antecipação, como as do 13º salário e do Imposto de Renda.

Já no segmento de Pessoas Jurídicas houve crescimento de R$ 15,7 milhões no trimestre e de R$ 116,7 milhões no ano. Os números comprovam a ampliação do relacionamento com empresas, com foco em soluções de curto prazo, capital de giro e apoio às necessidades operacionais dos clientes Banese.

Imobiliário, financiamento e rural

Além do crédito comercial, a carteira do Banese também é composta pelo Crédito Desenvolvimento, que engloba os segmentos rural, financiamento e imobiliário. No segundo trimestre de 2026, esse segmento totalizou R$ 1,6 bilhão, o equivalente a 28,4% do portfólio total de crédito da Instituição.

Com crescimento consistente, o segmento teve alta de 9,8% quando comparado com o trimestre anterior e de 23,2% nos últimos 12 meses.

O destaque do segundo trimestre de 2026 foi o imobiliário, com alta de R$ 69,3 milhões e de R$ 202,8 milhões em relação ao primeiro trimestre de 2026 e ao segundo trimestre de 2025, respectivamente. Os resultados foram impulsionados por financiamentos de imóveis não residenciais de alto valor e pela construção de novos empreendimentos imobiliários.

Elevação de categoria junto ao Banco Central

Em julho de 2026, o Banco Central do Brasil elevou a classificação do Banese, e a instituição saiu da categoria S4 (pequeno porte) para a categoria S3 (médio porte), onde estão cerca de 60 instituições financeiras de todo o país, demonstrando a relevância do Banese dentro do Sistema Financeiro Nacional.

A mudança ocorreu após o Banco apresentar, por três semestres consecutivos — segundo semestre de 2024, primeiro semestre de 2025 e segundo semestre de 2025 — volume de exposição superior a 0,1% do Produto Interno Bruto do Brasil (PIB).

Ao alcançar esse patamar, o Banese comprova possuir crescimento sustentável dos negócios e dos investimentos em inovação e modernização ao longo dos últimos anos.

A partir de agora, o Banco está no mesmo nível de outros bancos públicos estaduais e será submetido a um conjunto mais amplo de exigências regulatórias relacionadas à governança corporativa, gestão de riscos, controles internos, capital, liquidez e transparência.

Clientes e canais de atendimento

Ao final do segundo trimestre de 2026, o Conglomerado Banese (Banese e Mulvi) superou a marca de 1,0 milhão de clientes, fruto do avanço da estratégia de inclusão financeira digital e da forte capilaridade regional do grupo, especialmente em Sergipe.

Desse total, 819,3 mil são correntistas e poupadores no Banco. Na Mulvi, empresa de meios de pagamento controlada pelo Banese, 466,6 mil clientes estão aptos a realizar compras usando o Banese Card.

O volume financeiro transacionado nos canais digitais do Banco cresceu 10,6% quando comparado ao volume registrado no primeiro trimestre de 2026.

Reafirmação de rating

Em maio de 2026, a Fitch Ratings reafirmou o Rating Nacional de Longo Prazo do Banese em ‘AA+ (bra)’, com Perspectiva Estável, e o Rating Nacional de Curto Prazo em ‘F1+ (bra)’.

A Fitch considera o modelo de negócios do Banese estável e em expansão, ao mesmo tempo em que tem apresentado indicadores econômico-financeiros cada vez mais fortes nos últimos anos.

Em janeiro deste ano, a Moody’s Local afirmou os ratings de emissor e depósito de longo prazo em ‘AA-.br’, bem como o rating de depósito de curto prazo em ‘ML A-1.br’, ambos com perspectiva estável.

Adicionalmente, a Moody’s considerou o papel estratégico do Banese em Sergipe, dada a participação relevante em crédito e depósitos no mercado local.

 

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