sexta-feira, 31/07/2026
Famílias cada vez mais pobres e vivendo em péssimas condições em Sergipe Foto: Sindifisco/Sergipe

Inflação atinge famílias pobres, diz Ipea

Compartilhe:

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou hoje, 23,  a seção de inflação da Carta de Conjuntura, que analisa as perspectivas  para a inflação no ano e mostra que o comportamento desse grupo impactou de forma mais intensa nas famílias mais pobres. Os preços dos alimentos, que acumularam alta de 9,1% nos últimos 12 meses, encerrados em abril, foi o principal determinante da revisão de 3,85% para 54,08% para o IPCA feito pelo IPEA.

No acumulado dos últimos 12 meses, enquanto a inflação das famílias de renda mais baixa foi de 5,3%, a registrada pelas famílias mais ricas foi de 4,7% – de acordo com o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda.

Em abril, apesar de todas as classes sociais terem apresentado uma inflação muito próxima aos 0,57% registrados pelo IPCA, os fatores de pressão inflacionária diferiram entre as faixas de renda pesquisadas.

Para as famílias mais pobres, as maiores contribuições à inflação vieram dos reajustes dos medicamentos (2,3%), da alimentação no domicílio (0,62%) e das tarifas de ônibus urbano (0,74%). No caso do segmento mais rico da população, embora os alimentos e os medicamentos também tenham impactado a inflação dessa classe, o maior foco de pressão veio da alta de 2,7% da gasolina.

Assim como os alimentos, o comportamento menos favorável do que o esperado dos preços administrados também contribui para a elevação da projeção de inflação. A expectativa de uma elevação maior no preço do barril de petróleo, aliada a uma taxa de câmbio mais depreciada, alterou a projeção de preços monitorados de 4,9% para 5,5% até o final de 2019 (mesmo em um cenário com previsão de reajustes menores das tarifas de energia elétrica).

Já a inflação dos bens livres da economia, exceto alimentos, continua numa trajetória bastante favorável, com alta de apenas 1,7% nos últimos 12 meses, encerrados em abril. Se é fato que o baixo dinamismo do nível de atividade vem contribuindo para a manutenção da inflação desse segmento em baixo patamar, a perspectiva de um crescimento ainda menor da economia brasileira neste ano gerou um recuo da projeção para a alta de preços desses bens livres em 2019, que passou de 1,7% para 1,2%.

De modo similar, a projeção da inflação de serviços para 2019 também foi revista para baixo. A previsão de alta dos serviços educacionais passou de 4,6% para 4,5%, enquanto a dos demais serviços livres recuou de 3,7% para 3,5%, refletindo uma demanda interna ainda muito contida.

 

Compartilhe:

Sobre Antonio Carlos Garcia

Editor do Portal Só Sergipe

Leia Também

Sylvia Anjos, diretora de produção da Petrobras

Petrobras inicia implantação dos gasodutos do SEAP em Sergipe em 2027

Diretora da Petrobras confirma início da infraestrutura do SEAP em 2027; projeto pode transformar Sergipe …

WhatsApp chat