domingo, 20/09/2026
urna eletrônica
Entre promessas e votos, a urna representa uma escolha que, segundo o autor, exige reflexão antes — para evitar arrependimentos depois Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil

O conto da mudança

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Por Rivaldo Frias (*)

 

Mais uma vez o povo brasileiro está sendo ludibriado por propaganda enganosa.

Dessa vez, os embusteiros se preparam para as próximas eleições, a serem realizadas no dia 04 de outubro de 2026, destinadas aos cargos de presidente da República, senador, governador, deputado federal e estadual, a serem eleitos pelos brasileiros e por milhões de sacrificados trabalhadores que já sofrem há longos anos.

Nas últimas eleições, o povo acreditou que os governantes iriam tentar fazer prevalecer os parcos direitos adquiridos pelos trabalhadores; era a “esperança da mudança”.

Ledo e cruel engano que durou muito pouco!

Hoje, esses governantes, a “Esperança do Povo”, se voltam furiosamente contra os mais famintos e oprimidos, que são exatamente aqueles milhões de brasileiros que garantiram que chegassem “lá” (nos palácios, no Congresso Brasileiro), e estes se voltaram traidoramente contra o povo que os elegeu. Hoje pedem seu voto, amanhã mandam a polícia lhe bater, mandam prendê-lo e, depois de eleitos, esquecem-se de todos.

Devia haver em nosso país uma lei que punisse realmente os praticantes da “propaganda enganosa” e que, principalmente, os políticos que acenam com promessas e sonhos mirabolantes para o povo fossem enquadrados nela, por uma simples ação popular, e que perdessem seus mandatos.

Qualquer cidadão, por mais burro que seja, sabe também que “esses programas criados pelo governo” são “Conversa de cerca Lourenço”, pois o “Brasil que come” (a grande maioria dos brasileiros ganhando salário mínimo do mínimo) não tem condições nem de sustentar dignamente sua prole. Como é que tal “Brasil que come” vai dar comida ao “Brasil que não come”?

Quase 3.000.000 (três milhões) de pessoas estão na fila do INSS esperando auxílio-doença; gente que não tem renda para botar comida na mesa; não há merenda nas escolas públicas; faltam remédios nos hospitais; a inflação bate recorde e, infelizmente, a classe política do Brasil afirma que está tudo bem e, se eleita, logo tudo vai melhorar.

Tão difícil quanto o “Fome Zero” seria implantar o “Corrupção Zero”, porque, na hora em que for eliminada, de uma vez por todas, a corrupção no país, o povo terá condições de viver melhor.

Diante desses fatos, torna-se necessária uma profunda reflexão da população brasileira: ao votar, deve analisar com profunda responsabilidade em quem irá dar seu voto, esquecendo as paixões, a ideologia política, as amizades e as simpatias; deve votar, sim, naquele de quem realmente conhece o caráter, os ideais para com os interesses nacionais e com a sofrida massa trabalhadora do país. Somente assim poderemos sonhar com o futuro dessa sofrida nação.

Resumindo: os nossos governantes vivem nababescamente em viagens internacionais, ficam hospedados nos mais luxuosos hotéis mundo afora e suas propostas sequer são citadas em documentos assinados pelas grandes potências financeiras do mundo. Em seus magníficos passeios, são bancados pelo dinheiro do sofrido povão; não têm o mínimo interesse pelos altos interesses do Brasil.

O que estamos a ver são governantes e congressistas brasileiros fazendo de tudo para penalizar mais e mais, sempre mais, o povão brasileiro, com a “bendita” reforma da Previdência, em um país onde, com quarenta anos de idade, o cidadão é velho para trabalhar, mas terá de fazer mágicas para pagar o INSS até os sessenta e cinco anos de idade. Terá que ser um verdadeiro Mandrake (mágico das histórias das revistas antigas de quadrinhos).

O homem brasileiro que vive de salário mínimo e com “trabalho-máximo”, comendo mal, sem tratamento adequado de saúde, raramente chega aos sessenta e cinco anos de idade. Com tal “futuro promissor” de aposentadoria aos sessenta e cinco anos, ele só irá conseguir se aposentar no céu (se existir céu…) e os que tiverem a sorte de viver mais alguns anos ainda terão de continuar sofrendo descontos como aposentados.

Infelizmente, de quatro em quatro anos, o proletariado sofrido se lamenta e se arrepende de ter votado!

E diz que foi ludibriado, como tantos milhões de brasileiros…

SOMENTE DEPOIS PERCEBEM QUE CAÍRAM NO CONTO DA MUDANÇA!

 

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Referencias Bibliográficas.

BAND NEWS. Notícias/Jornal. Acesso em: 25 jun. 2026 e 15 jul. 2026.

GOOGLE. Google. Acesso em: 7 jul. 2026.

RECORD NEWS. Notícias/Jornal. Acesso em: 22 jun. 2026.

 

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Sobre Rivaldo Frias

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Rivaldo Frias é bacharel em Direito, mestre maçom e deputado estadual pela Loja Lealdade Cotinguibense, em Aracaju.

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