sexta-feira, 18/10/2019
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Selic pode chegar a 4,5% até final do ano, acredita assessor da BP Investimentos

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Wilden acredita que taxa Selic continuará caindo

O assessor de investimentos da BP Investimentos, credenciada a XP em Sergipe, Wilden Júnior, acredita que nas duas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) a tendência é de mais cortes na taxa Selic. “Poderá fechar o ano na faixa de 4.5% ao ano”, frisou. Na quarta-feira, a taxa Selic caiu de 6% para 5,5% ao ano, confirmando  o que já era esperado pelo mercado.

“O corte na taxa de juros é uma estratégia para aquecer a economia real. Quando você reduz os impactos, trazendo para o mercado financeiro, são de rendimentos mais baixos para aqueles produtos conservadores. As taxas de renda fixa, poupança diminuem a rentabilidade e, automaticamente,  ele força com que as pessoas invistam na economia real para ter um retorno melhor  no seu capital”, explicou  Wilden Júnior. Ele acrescenta que para o empresariado fica cada vez menos atrativo deixar o capital parado.

A redução da taxa Selic, na opinião de Wilden, não influencia a população no dia a dia, no quesito compras. “Talvez, a pessoa comece a perceber quando pega empréstimo, pois as taxas são mais baratas, ou percebe a queda numa aplicação como poupança”, ressaltou.

Meta

Este ano a meta de inflação é de 4,25%, sendo que a margem de tolerância é de 1,5 ponto porcentual (índice de 2,75% a 5,75%).

O Copom disse que, pelo cenário atual, a trajetória de juros deve encerrar 2019 em 5% ao ano e permanecer nesse patamar até o final de 2020.

Em comunicado, o Copom reiterou a necessidade de avanços nas reformas estruturais da economia brasileira para que os juros permaneçam em níveis baixos por longo tempo. “O Copom avalia que o processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira têm avançado, mas enfatiza que perseverar nesse processo é essencial para a queda da taxa de juros estrutural e para a recuperação sustentável da economia”, diz o comunicado.

Recuperação da economia

De acordo com boletim divulgado pelo Copom, o cenário econômico sugere uma retomada do processo de recuperação da economia brasileira, que deverá ocorrer em ritmo gradual e uma inflação na casa dos 3%. “As expectativas de inflação para 2019, 2020, 2021 e 2022 apuradas pela pesquisa Focus encontram-se em torno de 3,5%, 3,8%, 3,75% e 3,5%, respectivamente”, informou o Copom.

O Copom disse também que espera que o dólar termine o ano de 2019 valendo R$ 3,90 e que permaneça nesse patamar até o final de 2020.

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo. Para cortar a Selic, o Copom precisa estar seguro de que os preços estão sob controle e não correm risco de ficar acima da meta de inflação.

A Selic, que serve de referência para os demais juros da economia, é a taxa média cobrada em negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, registradas diariamente no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic).

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