quarta-feira, 23/10/2019
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Magali Alves: empresariado sergipano está mais confiante

Empresários sergipanos retomam o otimismo

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Depois de um 2017 complicado e cheio de incertezas, o ano de 2018, em que pese ser atípico, tende a melhorar. O empresariado sergipano vem recuperando o otimismo, apostando mais na própria empresa e na perspectiva de dias melhores.  A análise é da economista da Federação das Indústrias de Sergipe (FIES), Magali Alves de Andrade e coincide com o mais recente estudo Informe Conjuntural, lançado este mês, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O estudo aponta um crescimento de 3% do setor industrial, dado acima da estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) que pode crescer 2,6%, o que não acontece desde 2011.

No entendimento de Magali Alves de Andrade, a tendência é que haja a recuperação do emprego em 2018, pois 2016 e 2017 foram muito complicados. Só para se ter uma ideia,  3,5 milhões de postos de trabalho foram fechados em 2015 e 2016, mas a previsão é que o desemprego caia 11,8% este ano.

A tendência de melhoria na economia é boa, mas o país vai enfrentar uma batalha com a reforma da previdência, os sucessivos feriados – alguns deles prolongados – Copa do Mundo e as eleições. Leia entrevista com a economista Magali Alves.

 

SÓ SERGIPE –   Este será um ano atípico, cheio de feriados, Copa do Mundo, reforma da Previdência para ser aprovada e as eleições. Quais são as perspectivas para a indústria sergipana dentro deste cenário?

MAGALI ALVES  –  Realmente, teremos esse ano atípico e com feriados com tendência de serem prolongados, o que para indústria é ruim por serem dias de inatividade. Mas no final de 2017 passamos a ter uma perspectiva de melhora;  o otimismo começou a voltar para os empresários sergipanos. Temos o acompanhamento da Sondagem Industrial e estamos vendo que o índice de confiança do empresário vem se recuperando. Para 2018, temos um pouco mais de otimismo, iniciado com a reforma trabalhista e a sinalização do Governo com a reforma da Previdência. E isso faz com que o setor industrial comece a vislumbrar um cenário melhor, com perspectivas de crescimento.

SS – Seria o começo de recuperação da indústria?

MA – Sim. Em 2016 tivemos um quadro muito ruim na questão do emprego, com número muito alto de desligamentos. Em 2017, os resultados ainda não são positivos, mas bem melhores que 2016 e começa a mostrar que, provavelmente, o emprego vai voltar a crescer em 2018.  Junto com um crescimento da produção também. Quando fazemos análise da Sondagem, vemos que os empresários sergipanos estão dispostos a investir, com um pouco mais de confiança no mercado.

SS – A confiança na economia do Governo ou na questão política?

MA – Temos essa diferenciação no indicador. A confiança real do empresário está na própria empresa. Eles estão confiantes de que, investindo, alocando direito sua empresa vão ter bons resultados.  Mas eles têm uma certa desconfiança com relação ao governo, a economia, mas já vem melhorando. Tivemos uma queda bem significativa dessa confiança no meio de 2017, mas no final do ano houve melhora. E a tendência agora é melhorar.

SS – Você ouve dos empresários esses sinais de confiança, para não ficarmos somente nos números estatísticos da Sondagem?

MA –A Sondagem é um indicador de percepção. É feito um questionário para os empresários sergipanos e eles vão dizendo o nível de otimismo, se melhorou ou piorou, se empregou alguém ou não. O que percebemos é essa recuperação do otimismo.

SS – Chegaram indústrias novas em Sergipe no ano passado?

MA – Sim. Cerca de cinco ou seis mais significativas que abriram através do Governo do Estado. Mas aqui na FIES, temos o Centro Internacional de Negócios (CIM), auxiliando empresas locais que têm interesse em exportar, mas também temos a política de atração de investimentos.  Tentamos fazer uma facilitação para empresas que querem investir aqui no Nordeste e nós vamos mostrar o Estado, as potencialidades, as linhas de financiamento.

SS – O CIM está prospectando novas indústrias para 2018?

MA –  Estão sim, inclusive com o Projeto Rotas, que a ideia é de abrir o mercado, atrair investimentos para cá. Provavelmente, 2018 será um ano bastante movimentado para o CIM, buscando o crescimento das empresas que temos em Sergipe e atraindo novas.

SS – Em resumo, 2018 será bem melhor?

MA – Com quase toda certeza. Tivemos 2017 muito conturbado, com incertezas grandes na política e isso dava insegurança. A partir do momento que tivemos certa estabilidade na política, houve a recuperação da confiança. Óbvio, que isso está a passos lentos, mas teremos a volta, aos poucos, da recuperação da economia.

 

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