quinta-feira, 14/01/2021
Corolla de Antônio Jefferson bastante danificado

Soldado da PM de Sergipe salva vida de taxista, que grava vídeo em agradecimento

O taxista Antônio Jefferson da Silva Vieira fez,  esta semana,  um agradecimento emocionado ao soldado da Polícia Militar de Sergipe, José Luiz de Carvalho Neto, atualmente lotado no Gati (Grupo de Ações Táticas do Interior), por ter salvado sua vida. Jefferson sofreu um acidente automobilístico na madrugada do dia 25 de outubro, na BR-101, próximo ao município de Maruim. Ele dirigia  o Corolla de sua propriedade e perdeu o controle do carro, que  saiu da pista, e ao descer numa ribanceira colidiu frontalmente com uma árvore. Como consequência, o taxista quebrou as duas pernas e um dos braços. Foi internado no Hospital João Alves Filho, passou por várias cirurgias e hoje se recupera em casa.

Depois que recebeu alta, Antônio Jefferson decidiu gravar um vídeo no qual ele agradece, primeiro a Deus, depois ao soldado Carvalho Neto, e, de modo especial, ao comandante geral da Polícia Militar, coronel Marcony Cabral, pelas instruções e orientações dadas de forma eficaz,  não só ao soldado Carvalho Neto, mas a todos que compõem a corporação militar.  O taxista também destaca o comandante do Gati, capitão Fernando Costa Silva.

 Assista ao vídeo.

História

Carvalho Neto tomou conhecimento do acidente  através do seu pai, o economista  José Carlos Macedo Ferreira, por volta das duas horas da manhã, pois a esposa de Antônio Jefferson o telefonou para contar sobre o acidente.  “Por volta das 2 horas da manhã, fui acordado por meu pai, que falou do ocorrido e, de imediato, me propus a ir junto”, contou.

Ao chegar ao local, perguntou por Antonio Jefferson e foi informado pela socorrista do Samu (Serviço Médico de Urgência), que ele ainda se encontrava na ribanceira onde o veículo  colidiu com uma árvore.

Carvalho Neto: atuação fundamental

“Sem pensar duas vezes,  antes mesmo de me preocupar com minha segurança e saúde, saí correndo em direção ao veículo, que se encontrava num lugar escuro, fazendo uso de uma lanterna. Do local onde estava a ambulância do Samu, só foi possível identificar uma pequena parte do teto do carro. Mesmo assim, sem analisar as consequências, atravessei correndo sem observar se vinha carro ou não e atravessei a BR 101,  me lancei na ribanceira onde estava o veículo e  no local constatei que o mesmo já se encontrava fora do carro, de olhos fechados e estático. Fiz o primeiro contato verbal com Jefferson e tive êxito na resposta. Perguntei o que ele estava sentindo e se podia se movimentar, o mesmo informou que estava com muitas dores, que não podia se movimentar”, relembrou o soldado.

Ele diz que a socorrista do Samu  precisava imobilizar Antônio Jefferson,  mas não tinha a tala adequada para isso. E  socorrista o solicitou que fosse até a viatura buscar uma tala maior, pois aquela que ela havia levado  não era compatível para a lesão apresentada. “O mais rápido possível para não haver uma piora no quadro de saúde do Jefferson, peguei a tala com o motorista da ambulância  e voltei correndo para o local onde estavam já a vítima, a socorrista e o meu pai, José Carlos, que também foi para ajudar”.

Durante o retorno para a viatura do Samu, com Antônio Jefferson devidamente imobilizado na maca, Carvalho Neto, que ajudava a socorrista,  chegou a cair. “Subindo o barranco carregando a vítima na prancha acabei caindo de costas devido ao mato e o capim terem se entrelaçado em meus pés. Na queda, a prancha com a vítima caiu em cima do meu pé direito, e tomando fôlego novamente, desconsiderando a fadiga e as dores no pé consegui me reerguer e, finalmente, conseguimos tirar a vítima  do barranco”.

Mas  a missão de Carvalho Neto não termina aí. Depois que Antônio Jefferson foi colocado na viatura e levado para o Hospital João Alves, Carvalho Neto teve que voltar ao Corolla, pois havia um forte cheiro de gás (GNV) e se não fossem tomadas as providências necessárias poderia ocorrer uma explosão. “Fui até o carro que ainda estava na ribanceira para fechar a válvula do GNV, pois durante o resgate sentia o cheiro do gás. Eu fiquei no local juntamente com meu pai, José Carlos, onde aguardamos o resgate do veículo, pois o  guincho já tinha sido acionado pela esposa da vítima”, destacou.

Sem EPIs

Carvalho Neto observa que no  resgate para salvar a vida de Antônio Jefferson o perigo foi constante, tanto durante  a travessia da BR-101 e também por estar sem os equipamentos de proteção individual (EPIs) para proteger sua integridade física. “Sem contar que havia, ainda, o risco de explosão do veículo”, frisou.

“Empreguei todo o  conhecimento  adquirido  no Curso de Formação de Soldado, com reforço durante o curso de Operações Táticas em Áreas Rurais (Cotar)”, disse Carvalho Neto, ao ressaltar que a ação dele foi vista como positiva pela equipe de resgate, pela esposa da vítima e demais  autoridades que souberam do ocorrido.

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